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terça-feira, 1 de setembro de 2009

A cor de uma vida

© Gonzalo Juanes

Gonzalo Juanes ( Gijón, 1923 ) engenheiro de profissão e fotógrafo por vocação foi um dos primeiros em Espanha a utilizar a cor, nos anos 60. De um golpe desfez-se do seu laboratório e do móvel onde guardava todos os seus negativos de preto e branco. Desde esse dia, e com excepção de um pequeno retorno nos anos 90, não mais fotografou a preto e branco.

Foi membro da AFAL ( Associação Fotográfica de Almeria ) juntamente com outras reconhecidas personalidades como Oriol Maspons, Gabriel Cualladó, Ramón Masats, Pérez Siquier e Paco Gómez, e a temática da sua obra foi variada: paisagens mineiras e seus habitantes asturianos, recantos de Gijón ou as ruas de Madrid, juntamente com imagens da sua vida pessoal, dos seus pais, da sua casa e da sua estada no hospital.

"O mais interessante da sua visão, e nesse sentido é verdadeiramente pioneiro em Espanha - na linha do que se fazia noutros países, mas do qual não se tinha notícias - é que Gonzalo, quando adopta a cor, segue actuando como um repórter, um documentalista, na tradição sobretudo americana", diz o fotógrafo José Manuel Navia.

Apesar da sua importância, tardou alguns anos a ser reconhecido. Era um fotógrafo “amador”, residia numa cidade pequena, e atreveu-se a cortar com o preto e branco numa época em que este tipo de fotografia era dominante. Contudo, em 2008, a editorial La Fábrica reconheceu o seu talento e publicou-o na sua colecção 'Photobolsillo', que destaca os 70 melhores fotógrafos espanhóis.
Das 74 imagens do livro, 30 estão agora na exposição “A cor de uma vida".

Até Junho de 2010 a exposição, que começou em Gijón em Maio, e está até 14 de Setembro em Madrid (Fnac Plaza Norte), passará por Saragoça, Múrcia, Corunha e Málaga.

Pode ler aqui uma entrevista com o fotógrafo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Porto, visto por Markus Zuber

“Porto sem fim” é uma exposição do fotógrafo suiço Markus Zuber. É também o título de um livro editado no final de 2007, com poemas de Eugénia Soares Lopes.

Zuber veio ao Porto por acaso, mas as luzes da cidade encantaram-no e ele voltou várias vezes para captar esse encanto.

No prólogo do livro, disse Pedro Guedes de Oliveira: “ Quando se vive muito tempo numa cidade, sente-se mais do que se vê. Mas a cidade que vejo através da câmara de Markus Zuber é a cidade que eu sinto: o Porto dos recantos e detalhes que uma visão superficial esconde; os dias cinzentos e as noites de neblina; o sol que também brilha e nos devolve uma cidade que chega a ser alegre; a vista de fora mas também o olhar íntimo: robustez, austeridade e uma reconfortante sensação de seriedade”.

Até Julho, na ECLA – Alfarrabista (Rua da Boavista, 591 – Porto).

Pode ler aqui, uma entrevista com Zuber.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Poses e flagrantes

Ana Maria Mauad estudou imagens produzidas ao longo dos anos no Brasil e registrou o resultado de suas reflexões no livro Poses e flagrantes: ensaios sobre história e fotografias . O lançamento da obra acontece hoje, dia 4 de dezembro, às 19h30, na Sociedade Fluminense de Fotografia (SFF), em Niterói.

Desde 1992, Ana Maria Mauad dedica-se a estudar o uso da fotografia pela história tanto como fonte de informação – imagem-documento – quanto como forma de representação social.
Para Ana Mauad, é preciso desnaturalizar a imagem, pois “ela é histórica e sempre envolve um propósito, uma vontade social”.

Leia aqui uma entrevista com a autora.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008