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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Arquivo Esteirán. 1966-1977" pode ser visto em Noia



Xosé Piñeiro Priegue, mais conhecido por Pepe Esteirán, nasceu em Esteiro no ano de 1930.

Após o serviço militar, assume as rédeas do negócio familiar e passa a viver a partir de 1956 em Noia, vila onde o seu pai, Maximino, já se estabelecera como fotógrafo na década de quarenta.

A difusão da fotografia para documentos de identificação permite a expansão do negócio, que abarca também retratos de estúdio, casamentos, baptizados e todo tipo de eventos. Desde os anos noventa colaborou como fotojornalista com o El Correo Gallego, colaboração que manteve até Outubro de 2002, ano do seu falecimento.

A conservação do seu arquivo fotográfico deve-se a Pilar Pérez Santos, com quem casou em 1969. Agora as suas fotografias podem ser vistas graças ao empenho da sua filha, a também fotógrafa María Esteirán.

No âmbito do “Outono fotográfico 2012” e com o apoio financeiro do Concello de Noia e as contribuições individuais de mais de trintas pessoas – entre habitantes de Noia, companheiros de profissão, gente da cultura e amigos-, a exposição “Arquivo Esteirán,1966-1977” vai ser inaugurada pelas 20h30, do dia 9 de Novembro, na Casa de Cultura Avilés de Taramancos (Rúa Corredoira, 6 – Noia).

Pode ser vista até ao dia 5 de Dezembro. Posteriormente, passará por Celanova onde estará patente na Casa dos Poetas (Fundacion Curros Enriquez), de 10 a 31 de Dezembro.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Estamos no Mesmo Sítio: 1970 - 2010" de Alfredo Cunha

Capitão Salgueiro Maia, Lisboa 1974
Alfredo Cunha

Alfredo Cunha nasceu em Celorico da Beira, em 1953. O seu avô e o seu pai já eram fotógrafos.
"Estamos no mesmo sítio: 1970-2010" foi a metáfora escolhida por Alfredo Cunha para o nome da exposição que reflete o seu trabalho de quatro décadas dedicadas ao fotojornalismo.
"O mundo mudou, mas levou-nos para o mesmo sítio. Estamos no mesmo sítio porque os problemas são os mesmos. Eu, se quiser, faço fotografias iguais, como fiz há 40 anos, com o mesmo aspecto e isso não deveria ser possível", disse o fotojornalista.
O fotojornalista trabalhou no "O Século", "Público" e "Jornal de Notícias" e publicou inúmeros livros, entre os quais "Raízes da nosa força" (1973), "Disparos" (1976), "O melhor café" (1996) e "Cuidado com as crianças" (2003).
Em 1998, juntamente com Adelino Gomes, publica "77 fotografias e um retrato", sobre o 25 de Abril de 1974.
A exposição pode ser visitada no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa até 8 de Setembro e assinala a doação do espólio do fotógrafo a esse mesmo Arquivo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ragel: Repórter Fotográfico

© Diego González Ragel

“Ragel: Repórter Fotográfico” é o título da exposição patente no Museu da Cidade (calle Principe de Vergara, 140 – Madrid) até ao próximo dia 30 de Maio.

Diego González Ragel (Jerez 1893-Madrid 1951) trabalhou durante 35 anos como fotógrafo em Madrid, para publicações como o Mundo Gráfico, Heraldo Deportivo, La Esfera, ABC, Blanco y Negro, Revista Cinegética Ilustrada, Stadium, Sport im Bild, Le Sport Universel e The Ilustrated London News.

Foi ainda fotógrafo pessoal do general republicano José Riquelme e fotógrafo titular do Banco de Espanha desde 1941 até à sua morte, que ocorreu em 1951.

A comissária da exposição é María Santoyo, bisneta de Ragel, que não conhecia o tesouro familiar até há quatro anos quando, ao efectuar buscas no Google, encontrou o seu tio Carlos González Ximénez que conservou e catalogou durante trinta anos as imagens.

"Convidou-me para ver o arquivo que tinha em casa. Fui ali, e me alucinei", recorda Santoyo, historiadora de 30 anos.

Pode ver imagens da exposição aqui e do arquivo aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Arquivo Magnum adquirido pela MSD Capital

© Marc Riboud

Só agora foi conhecida, mas a venda foi concretizada em 2009.

A MSD Capital, detida por Michael S. Dell, fabricante dos computadores Dell, adquiriu pelo valor de 71,3 milhões de euros , todo o arquivo da Agência Magnum, correspondente a 185 mil imagens.
Não foram adquiridos os negativos, mas sómente as impressões originais e a agência fotográfica continua detentora dos direitos sobre as imagens e responsável pela sua gestão comercial.

Desde a sua fundação que a Magnum mantinha , na sua sede de Manhattan, as impressões originais, mas em 1998, quando iniciou a digitalização do seu arquivo, a hipótese de as vender começou a ganhar forma.

O arquivo – um dos mais importantes do século XX - foi entretanto cedido para estudo e exposição ao Harry Ransom Center, na Universidade do Texas, em Austin (Estados Unidos).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Arquivo da LUSA disponível

Quase dois milhões de fotografias dos principais acontecimentos da história de Portugal e do mundo desde 1948 obtidas pela Lusa e por várias agências associadas vão estar disponíveis a partir de quinta-feira no portal Sapo.

O arquivo de fotografias da Lusa "conta à sua maneira a história de Portugal e do mundo no último meio século: de uma forma um pouco dispersa e irregular nas décadas mais recuadas; com carácter sistemático e quase exaustivo nas últimas duas décadas, tanto em Portugal como no mundo lusófono", explicou o director de Informação da Lusa, Luís Miguel Viana.

"São - e isto é fundamental para compreender estes cerca de dois milhões de fotografias - trabalho de jornalistas, ou seja: são instantes verdadeiros, relâmpagos de realidade, momentos únicos. São tragédias, alegrias, momentos históricos convertidos em notícias. É isso que vai ficar à disposição das pessoas a partir de quinta-feira". acrescentou Viana.

Fonte : Lusa

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Arquivo da RAF

Caen, arrasada
© RCAHMS

Esta fotografia é do centro da cidade de Caen, na Normandia (França). A imagem mostra-nos o estado de destruição após a famosa Batalha de Caen, entre tropas aliadas - fundamentalmente, britânicos e canadianos- contra as tropas alemãs. A reconstrução da cidade durou até aos anos 60.

É uma das quatro mil fotografias obtidas pela Força Aérea Britânica (RAF), durante o século XX que estão pela primeira vez disponíveis na internet. São fotografias de prisioneiros de guerra realizando trabalhos forçados, bombardeamentos, da crise do Suez em 1956, que fazem parte de um espólio de mais de 10 milhões de imagens.

Podem ser vistas aqui.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Arquivo Pacheco: trabalho de um português em Vigo

Um negativo do acervo
© Arquivo Pacheco
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Jaime de Sousa Guedes Pacheco (1878-1954), nasceu em Freixo-de- Espada- à –Cinta e instalou-se na Galiza, primeiro em Ourense com o seu irmão José e depois em Vigo, cidade onde em 1907 formou sociedade com a fotógrafa Cândida Otero, viúva do fotógrafo italiano Filippe Prósperi.

O estúdio de Filippe, era anunciado em 1876 na imprensa de Vigo com abundância de detalhes “ Os acreditados fotógrafos Prósperi e Señora têm a satisfação de anunciar aos seus numerosos clientes, que desejosos a que nada falte para a perfeição da sua arte, segundo os avanços modernos, prepararam os seu estúdio a fim de poderem fazer retratos de luz e sombra e também os de ampliação até ao tamanho natural”.

Em 1915, Jaime Pacheco decidiu que o estúdio se passava a denominar Fotografia Pacheco.
Com a colaboração dos seus sobrinhos Horácio e César, dos seus filhos Jaime e Alberto e da sua neta Susi, foi construído um admirável testemunho fotográfico sobre Vigo e a Galiza.

O estúdio da Fotografia Pacheco, situado na calle del Príncipe, fechou definitivamente as portas em 1991.
O acervo da Fotografia Pacheco, composto por cerca de 200.000 imagens, das quais 50.000 já estão digitalizadas, mostram a vida diária da cidade, retratos, actividades desportivas, actos sociais e visitas de personalidades destacadas, foi adquirido no mesmo ano pelo Concello de Vigo.

Desde 21 de Julho que é possível aceder aos fundos do Arquivo Pacheco, guardados na Casa das Artes, em Vigo. É o primeiro passo de um projecto que culminará com a abertura de um Museu da Fotografia, que acolherá colecções de outros destacados fotógrafos vigueses.