sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Rui Palha expõe em Lisboa

 
 
Diz Rui Palha: "A fotografia é um hobby desde os meus 14 anos de idade.
Fui um fotógrafo intermitente até 2001; desde então, praticamente todo o meu tempo é dedicado à fotografia de rua e a projetos sociais de fundo em bairros problemáticos de Lisboa.
Procuro ser um contador de estórias, relatando o que “vejo” todos os dias nos meus “passeios”. O meu universo fotográfico é Lisboa: 90% das minhas imagens são feitas nesta cidade, onde cidadãos anónimos são os personagens centrais das minhas ”narrativas”.
Acredito que nenhum dia se repete: as pessoas estão em constante mudança, tal como os momentos, a luz e a minha inspiração.Formalmente, não tenho nenhum tema central; o meu tema é a rua, as pessoas, os sentidos, a vida...
Estou constantemente à procura DO momento. E sinto sempre que nunca o capturo, e que o procurarei para sempre. Gosto de pouca luz, dias chuvosos e locais problemáticos. Mas antes de tudo gosto de Pessoas, Pessoas autênticas.
A minha fotografia é solitária, mas nunca me sinto só quando estou a fotografar."
Rui Palha expõe a partir de hoje pelas 16h00, até 31 de Janeiro de 2014, “Street Photography“ na  Galeria Colorfoto Megastore  (Av. da Igreja, 39 D/E, Lisboa).
O fotógrafo foi premiado pela Sociedade Portuguesa de Autores em 2011, com o Melhor Trabalho de Fotografia pelo lançamento do livro “Street Photography”.
Mais trabalhos de Rui Palha podem ser vistos aqui.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Festival Internacional de Fotografia de Cabo Verde, acontece no Mindelo

 

O 1º Festival Internacional de Fotografia de Cabo Verde é um a organização da Associação Olho de Gente (AOJE) e decorre na cidade do Mindelo até ao dia 13 de Dezembro.
Da programação do festival para além de exposições, fazem parte workshops, conferências, concurso de fotografia, visitas guiadas e exposição de livros de fotografia.

Os participantes são oriundos de Cabo Verde, Portugal, França, Alemanha e Senegal
Pode ver aqui o vídeo de divulgação do festival.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nicolás Muller, passou por Portugal



Descarregando sal, Porto 1939 © Nicolás Muller


O fotógrafo Nicolás Muller (Orosháza, Hungria, 1913-Andrín, Astúrias, 2000), passou por Portugal fugido de Paris, devido á 2º Guerra Mundial.
Fotografou no Porto e na Nazaré. Fui preso pela polícia política e libertado depois de fortes pressões do Clube Rotário a pedido do seu pai, que exercia advocacia. Foi expulso de Portugal e foi viver para Tânger. Mais tarde adquire a nacionalidade espanhola.
Dizia Nicolás Muller: “No Porto agradou-me o porto cheio de bulício, com o seu vivo colorido… as mulheres descarregando pesadas cestas de sal e carvão. Outras mulheres, sempre com cestas sobre a cabeça, descarregando grandes fardos de bacalhau seco, e entretanto os homens deitados ou sentados ao sol, olhando as nuvens, jogando as cartas…”
No ano em que se comemora o centenário do seu nascimento, pode ser vista até ao dia 23 de Fevereiro de 2014 a exposição “Nicolás Müller. Obras-primas” na Sala Canal de Isabel II (C/ Santa Engrácia, 125 – Madrid). A exposição madrilena, comissariada por Chema Conesa , reúne 125 fotografias, das quais 40 por cento são inéditas e reúne ainda documentos e diversos objectos, entre e eles a sua câmara, além da projecção de um vídeo com uma entrevista em que Müller relata as suas experiência.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"Observados" de Fidalgo Pedrosa, no alfam´art


Diz, Fidalgo Pedrosa:
Todos somos Observados.

Quando permanecemos ou nos deslocamos em lugares públicos, o nosso comportamento e as nossas atitudes, ações e movimentos são Observados.
 
Não imaginamos ou sequer supomos como os outros Observam discretamente o que fazemos e por onde passamos.
Tornamo-nos assim, aos olhos dos Observadores, atores involuntários e inconscientes, participantes de enredos de amor e ódio, de alegria e tristeza, de encontros e desencontros, de coincidências gráficas e geométricas, integrados em cenários de beleza e em momentos e “representações”, por vezes irónicas, únicas e irrepetíveis.
A vida é feita de inúmeras realidades, surpresas e espantos e a Observação e curiosidade pelos outros torna-se uma fonte de aprendizagem e experiência.

É neste contexto que a Fotografia encontra um espaço fundamental, permitindo aos fotógrafos registar momentos certos, decisivos e únicos, proporcionando, com esse olhar Observador, por vezes furtivo, prazer e aprendizagem à sociedade e à cultura.
 
Todos somos Observadores.”
 
É sobre este tema que Fidalgo Pedrosa (Lisboa,1955)  nos apresenta a sua próxima exposição “Observados”.

São 25 trabalhos a preto e branco que podem ser apreciados no alfam´arte (Rua Cais de Santarém, nº30 – Lisboa).
A inauguração será pelas 17h00, do dia 8 de Dezembro e está aberta ao público até 8 de Janeiro de 2014, todos os dias com excepção da quinta-feira.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Faleceu Saul Leiter


Snow, 1960 © Saul Leiter
Saul Leiter (3 de Dezembro, 1923 – 26 de Novembro, 2013), fotógrafo e pintor americano faleceu com 89 anos.
Dizia ele: “Não entendo o interesse pela minha obra, não sei se realmente sou um pioneiro da fotografia a cores e espero que o meu desaparecimento não seja merecedor de uma notícia”.
 
Veja aqui algumas imagens do artista.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Bola na Rua" de Caio Vilela, para ver em S. Paulo


Marabá, Pará © Caio Vilela   
Disse Carlos Drummond de Andrade: "Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma".
O fotógrafo Caio Vilela (S. Paulo, 1970) transformou essa paixão do povo brasileiro em imagens obtidas nos 29 estados do país. São momentos, onde crianças e jovens desfrutavam, talvez, o melhor momento daquele dia: a pelada com os amigos.
A exposição “Bola na Rua” mostra-nos 55 dessas imagens que estão expostas até 16 de Novembro, nos corredores do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo. Este projecto inclui ainda a publicação do livro “Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí” e algumas palestras sobre fotografia.
Pode ver aqui o site do fotógrafo.