quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Samuel Aranda vence World Press Photo 2011

© Samuel Aranda
O fotógrafo espanhol Samuel Aranda (nasc. 1979, Santa Coloma de Gramanet, Barcelona) foi o vencedor do World Press Photo 2011, o mais importante concurso mundial de fotojornalismo.
A imagem que mostra uma mulher vestida com um véu integral a abraçar um familiar ferido, foi tirada a 15 de Outubro de 2011 em Sanaa, capital do Iémen, numa mesquita que foi transformada num hospital pelos opositores do presidente Ali Abdallah Saleh . A fotografia foi publicada no jornal "The New York Times” e escolhida entre as mais de 100 mil fotografias enviadas a concurso por 5.247 profissionais, de 124 países.

Segundo o jornal "Yemen Times", as pessoas fotografadas são Fatima Al-Qaws e o seu filho, Zayed Al-Qawas, de 18 anos ferido durante uma manifestação contra o regime iemenita. Fatima Al-Qaws, explicou que apenas teve conhecimento da foto após uma sobrinha, que vive nos Emirados Árabes Unidos, lhe ter telefonado.

Segundo Koyo Kouoh, um dos membros do júri do World Press Photo 2011, "É uma fotografia que fala sobre toda a região".

O trabalho de Samuel Aranda, que vive em Sidi Bou Saïd, na Tunísia, pode ser apreciado aqui.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pereira Lopes expõe "do meu PORTO de vista..."

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Diz José Saramago: "Afinal, o Porto, para verdadeiramente honrar o nome que tem, é, primeiro que tudo, este largo regaço aberto para o rio, mas que só do rio se vê, ou então, por estreitas bocas fechadas por muretes, pode o viajante debruçar-se para o ar livre e ter a ilusão de que todo o Porto é a Ribeira."

É o Porto ribeirinho, com as suas gentes, que Pereira Lopes pretende mostrar. A Sweet Douro (Rua Cândido dos Reis, 142 – Vila Nova de Gaia) abriu as portas para a exposição “do meu PORTO de vista”, cuja inauguração decorrerá no próximo sábado, dia 11 de Fevereiro, pelas 15:30 horas.

A mostra estará aberta ao público até ao dia 1 de Março, de terça-feira a sábado, das 13:30 ás 19:00 horas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"Habitar a escuridão" de Marco Antonio Cruz

© Marco António
Habitar a escuridão” é um trabalho de cerca de 16 anos, sobre as pessoas com incapacidade visual. A primeira fotografia deste projecto, foi tomada em 1977.
Segundo o fotógrafo Marco Antonio Cruz (Puebla, México, 1957), autor do projecto: ”não foi um trabalho fácil, o recolher a quantidade de fotografias necessárias para narrar uma história e realizar uma exposição. Ao mesmo tempo, as imagens devem provocar emoções e o meu trabalho provoca muitas”.
“ Habitar a escuridão” é uma exposição que compreende 50 fotos e que desde 2006 já passou por Espanha, França, Canadá, Paraguai, Perú e Venezuela.
Pode ser vista no Centro Português de Fotografia, no Porto, até ao dia 18 de Março.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lee Jeffries e os sem-abrigo

© Lee Jeffries

Lee Jeffries, um inglês de Manchester com 40 anos, trabalha num escritório de contabilidade. Em 2008, começou a retratar os sem-abrigo, obtendo a partir daí uma enorme colecção de fotografias.

Os retratos a preto e branco dos sem-abrigo despertaram a atenção dos profissionais da área, que elogiam a sua técnica. Lee, retoca as imagens segundo diz: “Para destacar os olhos. Eles é que me atraem verdadeiramente e são sempre o ponto de partida para a emoção presente em cada fotografia”.
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Pode ver aqui outros trabalhos de Lee Jeffries.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Foto/Gráfica. Uma nova história dos livros de fotografia latino-americanos", em Paris


Foto/Gráfica. Uma nova história dos livros de fotografia latino-americanos, comissariada pelo espanhol Horacio Fernández é uma exposição de livros que foi inaugurada recentemente em Paris, na Le Bal (6 impasse de la Défense - 75018 Paris).

Para Martin Parr, possuidor de uma das maiores colecções privadas de livros de fotografia “O foto-livro latino-americano é o segredo melhor guardado da história da fotografia”.

A Le Bal, em cujo edifício já funcionou um salão de bailes populares, um cabaret, um hotel d'amor e uma casa de apostas é hoje na capital francesa, juntamente com a Casa Europeia da Fotografia, a Fundação Henri Cartier-Bresson, a Casa Robert Doisneau e a Galería Polka, um local de visita obrigatório para quem gosta de fotografia.

Durante o período em que decorre a exposição a Le Bal promove também um ciclo de conferências com Christian Caujolleque no dia 8 de Fevereiro falará sobre “Imagens, textos e compromissos”. Posteriormente, serão também conferencistas Susan Meiselas, fotógrafa e presidente da Fundação Magnum e o fotógrafo Martin Parr em diálogo com Alexis Fabry.

A exposição pode ser vista até 7 de Abril.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Devia ser proibido... proibir

©Thomas Struth


É proibido fotografar © Renato Roque
O fotógrafo alemão Thomas Struth (Geldern, 1954) expõe no Museu de Serralves "Thomas Struth: Fotografias 1978-2010", até ao dia 29 de Janeiro.
Uma das mais conhecidas séries de Struth é a dos museus. Fotografa obras de Velásquez, Dürer ou Seurat, com dezenas de anónimos admirando as pinturas em museus onde por norma é proibido fazê-lo. Depois vende as suas fotografias, por centenas de milhares de euros.
Não deixa de ser caricato ou melhor imoral, que o fotógrafo não autorize que se fotografe os seus trabalhos, conforme aviso de proibição aqui publicado.