terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Morreu Carlos Pinto Coelho

série S. Cucufate
© Carlos Pinto Coelho

… o “Senhor Acontece”, aos 66 anos. Foi no passado dia 15 de Dezembro.

Carlos Pinto Coelho (Lisboa, 1944-2010) foi jornalista, professor no Instituto Politécnico de Tomar e fotógrafo com cerca de 5 dezenas de exposições individuais e 4 livros publicados: A Meu Ver (Pégaso, 1992 – ASA, 2006), Do Tamanho do Mundo (co-autor, Ataegina, 1998) e De Tanto Olhar (Campo das Letras, 2002).

Em 2009, ganhou o prémio italiano “Controluce”.

A propósito da sua fotografia disse Nuno Brederode dos Santos “ Vejo ternuras e raivas, gritos e humilhações, esperanças e decadências, confidências e denúncias, o momento e o eterno, pormenores e horizontes. (…) E, de vez em quando, vejo a vingança do teu, que é o nosso, remorso: um sorriso na miséria ou uma crispação na opulência.”

Entre 1994 e 2003, deixou a sua marca com o magazine cultural “Acontece” . O primeiro e melhor magazine cultural de sempre, na televisão portuguesa.

Carlos Pinto Coelho era comendador da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal,2000) e oficial da Ordre des Arts et des Lettres (França, 2009).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

402 mil euros por uma Leica MP2

No início deste mês, a galeria Westlicht realizou em Viena (Austria) um leilão de máquinas fotográficas.
 Uma máquina Leica MP2 de 1958, com motor eléctrico, do fabricante Leitz foi vendida por um valor recorde de 402 mil euros.
A MP2 foi a primeira máquina experimental com um motor acoplado. Além disso, ela é uma das 6 unidades que foram produzidas na cor preta, das quais apenas 4 tem existência conhecida actualmente.
Foram ainda vendidas uma Leica 250-GG de 1942, utilizada a bordo dos caças Stukas da aviação nazi, por 180 mil euros, enquanto uma Nikon S2-E de 1957 e outra F3-250, criada em 1986 para a NASA,renderem cerca de 168 mil euros cada uma.
No total o leilão de máquinas fotográficas rendeu 2,2 milhões de euros .

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Revelações" no Museu da Imagem

da série A Fada Oriana
© Rita Pinheiro Braga

No Museu da Imagem, em Braga, pode ser visitada uma exposição colectiva de fotografia sob o título “Revelações”. Os trabalhos são de Alexandra Sousa, Rita Pinheiro Braga, Ronaldo Fonseca e Silvino Rodrigues.

Ronaldo Fonseca mostra-nos um quotidiano difuso, onde o acessório aparece desfocado e em que a personagem central aparece, quase sempre, anónima. Um olhar fugidio sobre a vida que corre entre nós…
Rita Pinheiro Braga, a mais jovem dos quatro, juntou o seu livro de cabeceira ao imaginário místico de Sophia de Mello Breyner. “A Fada Oriana” aparece entre arbustos, numa floresta que parece encantada, de vestido azul…
Silvino Rodrigues, o mais velho das novas revelações , fotografou as várias procissões da Semana Santa a preto e branco. Fotografias de grandes dimensões, rostos de homens e mulheres que não se envergonham da fé que professam…
Alexandra Sousa apresenta “Passar d(o) Tempo”.: “Procurei mostrar a passagem do tempo nos edifícios, com a degradação das fachadas, por exemplo. E mostro ainda como as pessoas podem passar o tempo, com os amigos, entre festas”, em fotografias tiradas em Portugal, Brasil e Itália…”

A exposição fica aberta ao público até 31 de Dezembro.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EDP Arte para Jorge Molder

© Jorge Molder

O fotógrafo Jorge Molder (Lisboa, 1947) foi o vencedor da 10ª edição do  EDP Arte, que atribui um prémio de 35 mil euros.
O júri de que faziam parte António Mexia (EDP), Jean Françoise Chougnet (Museu Berardo), Eduardo Lourenço (filósofo), António Franco (MEIAC, de Badajoz), António Gomes Pinho (Serralves), Jorge Silva e Melo (cineasta) e João Pinharanda (consultor de arte), destacou o "percurso consistente e arejado" do artista com decisivo para a atribuição do prémio.
Do prémio faz ainda parte a realização de uma exposição retrospectiva da obra de Jorge Molder, em local ainda por definir.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

António Barreto: Fotografias

capa do livro

António Barreto (Porto, 1942), ex-ministro, sociólogo e fotógrafo com mais de 40 anos de exercicio.
Pela primeira vez expõe os seus trabalhos. "António Barreto:Fotografias, 1967/2010" mostra-nos 40 imagens dos mais de 10 mil negativos que o sociólogo produziu.
A exposição está patente na Galeria Corrente d`Arte (Av. Dom Carlos, 109 - Lisboa), até ao dia 30 de Dezembro.
Foi também publicado pela editora Relógio d`Àgua um livro com mais de 200 fotografias, que documentam momentos como o desembarque , em Lisboa, de soldados portugueses regressados da Guiné, ou a exploração social e a pobreza em países como a Bolívia, Brasil, Perú e Venezuela ou ainda de imagens de visitas que fez a França, Egipto, Alemanha. O Douro também nos é mostrado já que foi aqui que o fotógrafo "viveu a sua infância entre escarpas e vinhedos".
Diz Barreto: "Fico com a impressão de que passeei pelo mundo, cidades e campos, homens e mulheres, sempre distante. Parece que nunca pertenci. Que nunca fiz fotografias ´de dentro´ , que nunca me integrei. Em frente, atrás ou ao lado, mas sempre distante".
António Barreto é co-fundador e presidente da APPh - Associação Portuguesa de Photographia, criada em 2007.