quinta-feira, 4 de março de 2010

"Infante" ganha o prémio A Imagem da Galiza

Infante
© Xoán Arias Soler
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Xoán A. Soler (A Pobra do Caramiñal, 1966) foi premiado pela sua imagem “Infante”, como a melhor fotografia informativa de 2009 pelo Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza (CPXG) e Fundação Caixa Galicia. É a primeira vez que ambos os organismos convocam um prémio com estas características.

Soler foi a cobrir a despedida de 220 soldados que partiam do aeródromo militar de Lavacolla (Santiago de Compostela) para uma missão no Líbano e encontrou uma menina totalmente alheia ao drama da separação. "O que me chamou a atenção foi a sua inocência. Corria de um lado para o outro como se estivesse no pátio do colégio", recorda o fotógrafo, que leva quase 17 anos a trabalhar na La Voz de Galicia, o diário que publicou a imagem.

Ao prémio, de 9.000 euros, concorreram 141 trabalhos.

O júri escolheu, dos trabalhos a concurso, 50 imagens que farão parte da exposição “A Imagem da Galiza” que percorrerá as sedes da Fundação Caixa Galicia.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Jordi Socías" na PhotoBolsillo

© Jordi Socías
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A actriz espanhola Penélope Cruz (Madrid, 28Abr74) numa fotografia obtida em 1993. A imagem foi tirada em casa do fotógrafo Jordi Socías (Barcelona, 1945), da agência Cover e editor gráfico do El País Semanal.

Esta e outras 80 imagens a preto e branco fazem parte do livro “Jordi Socías” integrado na colecção PhotoBolsillo, editado por La Fábrica e disponível no mercado durante o mês de Março.

Pela objectiva de Socías passaram, entre outros, Penélope Cruz, Luis Gordillo, Bernardo Bertolucci, Javier Bardem, Paloma Picasso, Vittorio Gassman, Fernando Fernán Gómez, Juan Marsé, Adolfo Suárez, Françoise Hardy e Manuel Fraga.

Jordi Socías, diz: "distingues-te como olhas: as boas fotos são feitas por ti, não pela câmara".

terça-feira, 2 de março de 2010

Faleceu Anna Farova

Cardeal Pacelli . Paris, 1938
© Henri-Cartier Bresson

No passado dia 27 de Fevereiro, faleceu a historiadora de arte Anna Farova, autora da primeira monografia sobre o consagrado fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson. Tinha 81 anos.

Uma fotografia sobre a visita do cardeal Pacelli a Paris, captada por Bresson,deixou-a impressionada. Em 1956, conseguiu encontrar-se com o fundador da agência Magnum e persuadi-lo a publicar com ela uma monografia na Checoslováquia.

"Senti que a fotografia poderia ter a mesma força que a pintura", disse, na altura, a historiadora. A monografia foi publicado em 1958 pela editora checa Odeon, sendo a primeira do género a ser lançado na Europa.

Anna Farova publicou também livros sobre a vida e obra de outros fotógrafos de renome como Werner Bischof, André Kertesz, Elliott Erwitt e Robert Capa.

Nascida em 1928 em Paris, no seio de uma família franco-checa, Anna Farova viveu em Praga, onde foi perseguida pelo regime comunista, sobretudo por ter apoiado abertamente o manifesto "Carta 77" a favor dos Direitos do Homem, redigido pelo então dramaturgo dissidente Vaclav Havel, que viria a tornar-se presidente do país, em 1989.

segunda-feira, 1 de março de 2010

The Scope

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Está disponível no mercado o número de Inverno da excelente revista “The Scope”. Portuguesa , mas escrita em inglês, trata de viagens, meio ambiente, geopolítica e arte & cultura.

Na capa, uma fotografia de André Brito (Porto, 1792) que é o fotógrafo convidado. É especialista em fotografia de nú. Alguns dos seus trabalhos podem ser vistos na Fine Art Gallery (pág. 85 a 97).

Uma das principais características dos nús de André Brito é o facto de nunca captar os rostos das modelos que fotografa. O fotógrafo tem uma explicação lógica. "Fotografando o corpo feminino e apresentando-o sem face - sem uma identidade - mais fácilmente consigo fazer com que qualquer mulher se possa ver naquele corpo, se possa identificar com ele, se possa sentir nele, possa sentir a sua força... caso fosse visível a cara, aquele corpo já teria "dono", sendo mais difícil a quem visualiza a imagem poder "sentir-se" nele. Para além disso, assim protejo a identidade da modelo. Apesar de nas minhas imagens a mulher ser dignificada, em Portugal, ainda é complicado lidar com o nu de forma natural."

A revista tem ainda um interessante trabalho sobre o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Salgado,s search for the pristine é o título do artigo.

Pode ser adquirida, entre outros locais, na FNAC, Serrralves, Gulbenkian, Dolce Vita, Colombo e nos aeroportos de Lisboa e Porto por 9,75 €. A assinatura anual, correspondente a quatro números, é de 29,25 €.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O México de Leo Matiz

Don Quijote
© Leo Matiz
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O México recebeu uma homenagem através do olhar do fotógrafo colombiano Leo Matiz (Arataca, 1917-Bogotá, 1998), cujo trabalho sobre aquele país foi recolhido no livro “El México de Leo Matiz” apresentado ontem e co-editado pela Secretaria da Cultura da Cidade do México e pelas Edições El Equilibrista.

No livro estão retratados os esquecidos, os indígenas, as crianças, os velhos e as paisagens, que a sua câmara captou durante os dez anos que permaneceu no país, após percorrer a pé toda a América Central, vivendo dos seus trabalhos de caricatura.

O trabalho fotográfico está acompanhado no livro, pelo texto do historiador mexicano Luis Martín Lozano, que realizou uma investigação sobre a presença do artista colombiano no México.

"O meu pai adorou o México não só pela sua luz, suas cores e seus aromas, mas também porque foi a pátria que lhe estendeu as mãos e o brindou com amigos incomparáveis", declarou Alejandra Matiz.
Os pintores José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros, Diego Rivera e Frida Kahlo, a actriz María Félix, o realizador espanhol Luis Buñuel, o compositor Agustín Lara, os actores Mario Moreno “Cantinflas” e Pedro Armendáriz, foram alguns dos que privaram com o fotógrafo.

A Fundação Leo Matiz doou recentemente ao Museu Arquivo da Fotografia da Cidade do México 15.000 positivos, 500.000 negativos e 300 câmaras fotográficas, além de cartas e recortes de imprensa que pertenceram ao fotógrafo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Páre, escute e olhe

© Leonel de Castro

Editado pela Civilização Editora “Páre, Escute, Olhe” com fotografias de Leonel de Castro e textos de Jorge Laiginhas está nas livrarias.

É um documentário fotográfico motivado pela supressão da chamada Linha do Tua, que irá ficar submersa após a construção de uma barragem.

Os registos fotográficos captam não só a enorme beleza e dignidade da paisagem, como a própria vida da linha ferroviária: as pessoas que a utilizam, a presença dos carris e do comboio na terra e na vida das gentes da região”.

Este livro está associado ao documentário de Jorge Pelicano, com o mesmo nome, que tem ganho diversos prémios nacionais (num só dia ganhou 6 prémios).