sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A República exposta no CPF

Reunião do Governo Provisório. 1910

Organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e comissariada por Tereza Siza e Manuel Loff a exposição “RESISTÊNCIA. Da alternativa Republicana à luta contra a Ditadura (1891-1974)”, está desde o dia 31 de Janeiro patente ao público no Centro Português de Fotografia (Porto).

Nesta exposição, procuramos retratar rostos, gestos, momentos da vida desses portugueses cuja resistência e luta é, de forma decisiva, responsável pela nossa liberdade. Os ideais em nome dos quais estes homens e estas mulheres lutaram foram muito diversos e, muitas vezes, contraditórios. Mas é importante fazer perdurar a memória de quem lutou pela instauração de uma República emancipadora, de quem lutou pela sua preservação contra as ameaças de regresso ao passado, de quem resistiu contra a imposição da longa ditadura salazarista que se lhe seguiu, e de quem, por último, conseguiu reunir em 25 de Abril de 1974 as condições para a derrubar de uma forma tão irresistivelmente não violenta”.

Núcleos
I Sant’Ana - A Caminho da República 1891-1910
II Pátio - O 5 de Outubro
III Senhor de Matosinhos - Implantar e defender a I República 1910-18
IV Santo António - Restauração e Fim da I República 1918-26
V Santa Teresa - A Ditadura e o Reviralho 1927-31
VI Átrio das Colunas - Uma Ditadura para durar 1932-34
VII Sala das Colunas - Resistir 1934-58
VIII Átrio do Tribunal - O Furacão Delgado 1958-62
IX Sala do Tribunal - Da Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974

Pode ser visitada até 5 de Outubro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Arquivo Magnum adquirido pela MSD Capital

© Marc Riboud

Só agora foi conhecida, mas a venda foi concretizada em 2009.

A MSD Capital, detida por Michael S. Dell, fabricante dos computadores Dell, adquiriu pelo valor de 71,3 milhões de euros , todo o arquivo da Agência Magnum, correspondente a 185 mil imagens.
Não foram adquiridos os negativos, mas sómente as impressões originais e a agência fotográfica continua detentora dos direitos sobre as imagens e responsável pela sua gestão comercial.

Desde a sua fundação que a Magnum mantinha , na sua sede de Manhattan, as impressões originais, mas em 1998, quando iniciou a digitalização do seu arquivo, a hipótese de as vender começou a ganhar forma.

O arquivo – um dos mais importantes do século XX - foi entretanto cedido para estudo e exposição ao Harry Ransom Center, na Universidade do Texas, em Austin (Estados Unidos).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Saldarriaga ganhou o Prémio de Jornalismo Rei de Espanha

Inocência no meio da coca
© Manuel Salvador Saldarriaga

O colombiano Manuel Salvador Saldarriaga, ganhou o Prémio de Jornalismo Rei de Espanha na categoria de Fotografia, dotado com 6.000 euros e uma escultura de bronze do artista espanhol Joaquín Vaquero Turcios.

Saldarriaga dedicou o prémio à sua mãe, falecida recentemente , e aos seus companheiros do jornal El Colombiano, da cidade de Medellín.

A fotografia que obteve o galardão: Inocência no meio da coca, é parte de um trabalho que fez em Puerto Asís, no sul da Colômbia.

O júri da XXVII edição deste prémio, que é concedido anualmente pela Agência Efe e pela Agência Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID), considerou que na imagem o menino «cobre o seu rosto com folhas de coca, mostrando e ocultando ao mesmo tempo as duass caras da realidade das zonas que sofrem com o narcotráfico, em contraste con as normas da imprensa do primeiro mundo, que obrigam a pixelar os rostos dos menores».

A imagem premiada foi publicada no diário El Colombiano de Medellín a 12 de Abril do ano passado.

O fotógrafo que já trabalhou para o El Mundo de Medellín, El Tiempo de Bogotá e El Colombiano, recebeu em 1991 o seu primeiro prémio, uma Menção de Honra no Primeiro Salão Colombiano de Reportagem Gráfica e em 2004 obteve o Prémio Nacional de Fotografia Simón Bolívar, o mais prestigiado da Colômbia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Gregorio Mallo

Looking in the Jungle
© Gregorio Mallo

Gregorio Mallo, tem 36 anos, nasceu e vive em Vigo. Profissionalmente é técnico de iluminação, mas a sua grande paixão é a fotografia. Antes dos 20 anos já fotografava e os seus primeiros passos foram marcados pela aprendizagem que fez na Agrupación Fotográfica Gallega.

É hoje o fotógrafo galego mais laureado: primeiro prémio e medalha de prata da Federação Internacional da Arte Fotográfica (FIAP) na V Bienal Internacional Agfoval; medalha de ouro no Trierenberg Super Circuit 2009 (Austria); menção honrosa da Photographic Society of America (PSA) e na 45ª International Exhibition of Photography (Califórnia); primeiro prémio do concurso anual da revista SuperFoto em 2008 e segundo em 2009 e menção honrosa na 1.ª International Bienal Digital Ripollet Image 2009.

Gregorio Mallo pratica fotografia de estúdio mas também já percorreu meio mundo para realizar reportagens no Japão, Papúa, India, Estados Unidos, Cuba e Quénia, entre outros.
Apesar do seu êxito, o autor não vive da fotografia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Legado da fotografia operária

capa da revista Der Arbeiter Fotograf
nº 8, August 1931
.
Em Março de 1926 a revista Arbeiter Illustrierte Zeitung (Jornal Ilustrado dos Trabalhadores]) publicou uma convocatória para os seus leitores - a classe operária mobilizada - para que se convertesse num fornecedor de imagens da vida quotidiana proletária, das condições objectivas do trabalho industrial e das organizações e actividade política dos trabalhadores

Esta convocatória constitui o arranque de todo um movimento fotográfico que se expande pelo centro e norte de Europa e chega à América do Norte.

Diferentes núcleos de documentalismo e fotografia social vinculados aos movimentos comunistas nascem no final dos anos 20 do século passado, na Hungría, Austria, Checoslováquia, Polónia, Holanda, Inglaterra, França, Estados Unidos e México.
Esses núcleos promovem em cidades como Praga, Bratislava, Budapest, Zurique e Amsterdão, exposições e publicações de fotografía social e operária entre 1932 e 1936.
Um número significativo de fotógrafos participantes no movimento são obrigados a sucessivas migrações ou a exílios políticos em virtude da expansão dos regimes fascistas na Europa Central, sobretudo a partir de 1933. A própria revista AIZ muda-se nesse ano para Praga e pouco depois para París, até que deixa de ser publicada em e 1938.

A principal missão do movimento era a representação da crise económica e dos seus efeitos sociais, particularmente entre as classes desfavorecidas. A pobreza, a exploração e o desespero eram algumas das condições estruturais da vida proletária que deviam ser mostradas.
Nesse sentido, o crítico alemão Edwin Hoernle definia um olho proletário específico, antagónico ao humanismo burguês, em que a compaixão é a expressão de superioridade de classe. Hoernle escrevia: “Devemos proclamar a realidade proletária em toda a sua repugnante fealdade, com a sua denúncia à sociedade (…) Devemos apresentar as coisas como são, com uma luz dura, sem compaixão”.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mozambique te mira

© Samuel Sanchez

Mozambique te mira” é o título da exposição organizada pela Asociación Medicusmundi Madrid e que reúne 26 fotografias 30x40 realizadas por Samuel Sanchez (Madrid, 1976).

A exposição mostra um conjunto de fotografias que reflectem a realidade social de Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, com cerca de 19 milhões de habitantes, onde 50 por cento da população tem menos de 15 anos, 78 por cento vive com menos de 2 euros por dia e conta sómente com 2 médicos por cada 100.000 habitantes.

Samuel Sanchez iniciou-se em fotografia na Universidade Complutense de Madrid, durante a sua licenciatura em Jornalismo. Trabalhou no jornal "La Voz de Asturias" e na agência Europa Press.

A exposição está patente no Aeroporto de Madrid-Barajas, até ao dia 31 de Janeiro.

Pode ver aqui as 26 imagens.