terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Martin Luther King Jr. fotografado por Benedict Fernandez

Martin Luther King Jr
© Benedict J. Fernández

O Dr. Martin Luther King Jr, nasceu a 15 de Janeiro de 1929 na cidade de Atlanta e foi assassinado a 4 de Abril de 1968 em Memphis. Se fosse vivo teria hoje 81 anos.
As raízes do fotógrafo americano Benedict J. Fernández (Nova Iorque, 1936), filho de pai porto-riquenho e mãe americana, estão em Espanha e Itália.

Durante o último ano de vida de Luther King, Fernández trabalhou com ele, fazendo fotografias, com o objectivo de ser produzido um livro.
"Estávamos trabalhando no livro, e havíamos combinado que no dia 6 de abril continuaríamos essa tarefa" lembra o fotógrafo. King iria viajar para Nova Jersey, onde celebraria o seu aniversário no dia 5.Mas não houve festa. King seria atingido no dia 4 em Memphis, Tennessee. "A fotografia seguinte que lhe fiz já foi com ele no caixão, no dia 6."

Em 1989 e em colaboração com a família King, Fernández realizou uma exposição “Countdown to Eternity “ com 80 fotografias.
Em 1993, as fotografias de Benedict tomaram a forma do livro sonhado por King, com o mesmo título que a exposição.
Para além do livro sobre King, publicou ainda “IN OPPOSITION: Images of American Dissent in the Sixties” em 1968 e “Protest” em1996.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Silêncios", uma exposição de Gageiro

Vilar Formoso,1970
© Eduardo Gageiro

Trinta fotografias de Eduardo Gageiro captadas nos últimos 50 anos foram reunidas na exposição “Silêncios” que é hoje inaugurada na livraria Círculo das Letras ( Rua Augusto Gil, 15B – Lisboa).

As imagens foram publicadas em 2008 no livro com o mesmo título, com duas centenas de fotografias, acompanhadas por textos da escritora Lídia Jorge e editados pela Mãe d’Água.
Na inauguração, às 19h00, além do autor, vai estar presente Maria Antónia Palla para falar sobre a obra de Gageiro, uma das grandes referências do fotojornalismo em Portugal, galardoado com mais de trezentos prémios.

Gageiro trabalhou como fotojornalista, entre outros, no “Diário de Notícias”, “O Século Ilustrado” e revista “Sábado”.

A exposição pode ser vista até 6 de Fevereiro.

"Dois cigarros" de Alberto Monteiro

A exposição “Dois cigarros" de Alberto Monteiro, “são memórias da cumplicidade que perdura para além da noite. É a manhã em forma de luz a pairar no corpo nu.”

Pode ser vista no Espaço_ALT (Rua de Santa Catarina, 777 – 1º - Porto), de 2ª a sábado, das 10:00 às 19:00 horas, até ao dia 27 de Fevereiro.
Alberto Monteiro, “fotógrafo de fim-de-semana e de férias” como gosta de se definir, nasceu no Porto, em 1960.
Nos anos 70 iniciou a sua actividade no núcleo de fotografia do liceu. Parou a sua actividade fotográfica poucou depois. Volvidos vinte anos, a fotografia voltou a fazer parte da sua vida.
Nos anos de 2001 e 2002, fotografava todos os dias, sendo esta a sua época mais frenética de criação .
Fez algumas exposições individuais e entrou em várias exposições colectivas em Portugal.Em 2002 criou a comunidade online de fotógrafos fotoalternativa.net onde cada um partilha os seus trabalhos fotográficos com total liberdade.
Com base nesta comunidade, fotográfica lançou, em 2009, a ALT - Associação de Criadores de Fotografia, para ser base jurídica a dois espaços de fotografia criados em Portugal: Alt Fabrik, em Lisboa, e espaço_Alt, no Porto, onde são lançadas actividades relacionadas com a fotografia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Maracutaia", de Caio Reisewitz

© Caio Reisewitz

Maracutaia” é a exposição do fotógrafo brasileiro Caio Reisewitz (São Paulo, 1967) patente até o dia 17 de janeiro de 2010, na Galiza.

São 54 fotografias de grande formato expostas de maneira simultânea, 44 obras em Vigo (Fundação Pedro Barrié de la Maza e 10 em Pontevedra (Fundação Rosón Arte Contemporánea).

O título exposição provém de uma palavra que significa engano, trama ou manobra com uma finalidade concreta. Para David Barro, comissário da exposição, “a escolha dessa palavra como título poderia levar-nos a outro engano, já que a sua fotografia de paisagens, objectiva e descritiva, não busca representar, senão apresentar o representado como uma reflexiva afirmação; daí a sua nitidez e frontalidade, mas sobretudo o seu provocado estatismo, uma vez que para Caio Reisewitz não existe nenhuma necessidade de criar movimento

Considerado uma das figuras mais significativas da fotografia contemporânea brasileira, Caio Reisewitz, representou o seu país na Bienal de Veneza em 2008 e participou na PhotoEspaña, em 2006.
Hoje pelas 19:00 horas, no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro) é inaugurada uma outra exposição deste fotógrafo com o título “Parece Verdade”, que ficará aberta ao público até 3 de Março de 2010.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

"Sexpressions"

© Pedro Palma

Um conjunto de fotografias da cientista e escritora Clara Pinto Correia em êxtase sexual estará exposto até 7 de Fevereiro, no Centro Cultural de Cascais.
As imagens da exposição, intitulada "Sexpressions", são de Pedro Palma, marido da retratada.

Trata-se, de "Uma viagem ao mundo do Amor e do Sexo com Imagens e Palavras. São 10 fotografias ( 1m x 1,5m ) e outros tantos textos no mesmo formato", explica Pedro Palma.

Pode ver aqui o catálogo da exposição.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Morreu Manuel Falces

© Manuel Falces

O fotógrafo espanhol Manuel Falces López (Almería, 1952-2010), faleceu ontem com 57 anos, após doença prolongada.

Foi o criador do Centro Andaluz de Fotografía (CAF) e seu director entre 1992 e 2006.
Licenciado em Direito pela Universidade de Granada, Manuel Falces dedicou a maior parte da sua vida à fotografia. Foi professor de Técnica e Estética de Fotografia na Universidade Complutense de Madrid. Entre 1990 e 1992, dirigiu o Projecto Imagina, que deu origem ao actual CAF.
Fotografias suas foram incluídas no projecto "Quatro Direcções" (Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía, 1991) e nas colectivas “Les deux éveils de l´Espagne” (C.N.R.S.,1992) e “Fotografia espanhola, um passeio pelos 90”, mostrada pelo Instituto Cervantes, durante 1996, em Lisboa, Londres, Milão, Atenas e Berlim, entre outras cidades.
O Museu Internacional da Fotografia de Rochester (NY), o Museu Espanhol de Arte Contemporânea e o Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía contam nas suas colecções com obras suas.
Com textos de José Ángel Valente, publicou os livros de fotografia “La memoria de la luz” (1992), “Las ínsulas extrañas” (1993) e José Ángel Valente: “Para siempre la sombra” (Fundación Telefónica, 2001). Obras suas fazem parte também de “Contrapunto mediterráneo” e “El tránsito” (1970-1990), editados em 1990. Publicou ainda o ensaio “Temperamentos fotográficos” (Lanzarote, 2002).

Manuel Falces recebeu alguns reconhecimentos como a medalha de prata da Junta da Andaluzia e o Escudo de Ouro de Almería.