quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Arquivo da LUSA disponível

Quase dois milhões de fotografias dos principais acontecimentos da história de Portugal e do mundo desde 1948 obtidas pela Lusa e por várias agências associadas vão estar disponíveis a partir de quinta-feira no portal Sapo.

O arquivo de fotografias da Lusa "conta à sua maneira a história de Portugal e do mundo no último meio século: de uma forma um pouco dispersa e irregular nas décadas mais recuadas; com carácter sistemático e quase exaustivo nas últimas duas décadas, tanto em Portugal como no mundo lusófono", explicou o director de Informação da Lusa, Luís Miguel Viana.

"São - e isto é fundamental para compreender estes cerca de dois milhões de fotografias - trabalho de jornalistas, ou seja: são instantes verdadeiros, relâmpagos de realidade, momentos únicos. São tragédias, alegrias, momentos históricos convertidos em notícias. É isso que vai ficar à disposição das pessoas a partir de quinta-feira". acrescentou Viana.

Fonte : Lusa

Leilão na Christie`s

Roman Polanski e Sharon Tate
© David Bailey

188 lotes de fotografia vão ser leiloados pela Christie`s (Nova Iorque), no próximo dia 7 de Dezembro.

Ansel Adams, Edward Weston, Man Ray, Irving Penn e Henri Cartier-Bresson estão entre os fotógrafos com obras a serem leiloadas.

O lote 118 correspondente a uma fotografia onde Roman Polanski e a sua esposa Sharon Tate aparecem nus, também será leiloada pela Christie's. O preço da reprodução poderá alcançar 10.000 dólares, segundo os organizadores.
A fotografia foi obtida por David Bailey em 1969, pouco tempo antes de Sharon Tate e outras quatro pessoas serem brutalmente assasinados pelos seguidores de Charles Manson.

"É uma imagem importante", afirma Laura Paterson, vice-presidente da casa de leilões e especialista em fotografia. "Certamente é provocatória devido a quem aparece nela. Mas também é uma comovedora imagem de um casal feliz (...) e nela Bailey captura a permissividade da época".

Os lotes 31, 32 e 33 correspondem a três fotografias de Sebastião Salgado que estima a Christie's, podem ser comprados entre 4.000 e 6.000 dólares.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Arquivo da RAF

Caen, arrasada
© RCAHMS

Esta fotografia é do centro da cidade de Caen, na Normandia (França). A imagem mostra-nos o estado de destruição após a famosa Batalha de Caen, entre tropas aliadas - fundamentalmente, britânicos e canadianos- contra as tropas alemãs. A reconstrução da cidade durou até aos anos 60.

É uma das quatro mil fotografias obtidas pela Força Aérea Britânica (RAF), durante o século XX que estão pela primeira vez disponíveis na internet. São fotografias de prisioneiros de guerra realizando trabalhos forçados, bombardeamentos, da crise do Suez em 1956, que fazem parte de um espólio de mais de 10 milhões de imagens.

Podem ser vistas aqui.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lisboa, Cidade Triste e Alegre


Em 1959, Victor Palla (1922-2006) e Costa Martins (1922-1996) aliaram toda a sua criatividade , a um grande esforço económico para dar forma de livro (distribuído por fascículos) ao trabalho fotográfico que desde 1956 desenvolviam juntos nos bairros históricos de Lisboa.

Escrevia António Sena na História da Imagem Fotográfica em Portugal, 1839-1997 (Porto Editora, 1998):
"A reacção do público foi, em geral, de repulsa e indiferença. A observação de que eram fotografias "escuras" ou "tremidas" e expostas ou publicadas "a metro", foi frequente. O livro foi um fracasso editorial. O esquecimento foi quase imediato. Para se ter uma ideia do desinteresse, em 1982, uma quantidade apreciável de fascículos que tinham sobrado do livro, consistindo em mais de metade da edição, estavam numa cozinha da Associação Portugal-Cuba e nem a Biblioteca Nacional nem as bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa ou da Gulbenkian possuíam qualquer exemplar".

Depois da primeira edição, o livro foi redescoberto , em 1982, quando António Sena o recuperou através da exposição Lisboa e Tejo e Tudo, na galeria Ether . Dos fascículos que estavam por encadernar , fizeram-se cerca de 200 cópias. Esta segunda vida dá-lhe alguma cotação internacional.

Agora, 50 anos após a primeira edição Lisboa, Cidade Triste e Alegre,o único álbum português referenciado na bíblia mundial dos livros de fotografia - The Photobook: A History (Phaidon, 2004) – como um dos melhores livros de fotografia da Europa do pós-Guerra, vai ser finalmente reeditado pela mão dos fotógrafos José Pedro Cortes e André Príncipe. O acontecimento terá lugar no próximo mês de Dezembro, com o apoio do Centro Português de Fotografia.

Encontrei aqui um exemplar à venda por 2.200 euros. Do descritivo consta: "Encadernação de origem faltando no entanto a sobrecapa. Este exemplar apresenta um pequeno corte transversal na parte inferior da primeira página. Bom estado de conservação da capa e das restantes páginas do livro. PRIMEIRA EDIÇÃO, "Dos muitos photobooks de cidades europeias, esta é um das melhores. Este é considerado o melhor livro de fotografias português de todos os tempos. As fotografias são intercaladas com poemas inéditos de escritores, como Alexandre O`Neill, Armindo Rodrigues, David Mourão-Ferreira, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena e José Gomes Ferreira. Este livro é um magnífico hino visual a Lisboa. Exemplar MUITO RARO E VALIOSO".

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quem fotografou Zapata ?

A análise minuciosa de um negativo permitiu determinar que uma imagem icónica da Revolução Mexicana em que aparece o revolucionário Emiliano Zapata Emiliano não foi captada pelo fotógrafo alemão Hugo Brehme (1882-1954).

Um comunicado, emitido pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) , informa que Mayra Mendoza, especialista na obra de Brehme, descobriu que no negativo se vê uma legenda que não tem qualquer relação com o estúdio fotográfico do alemão.

A famosa foto de Zapata, reproduzida, em inúmeros livros, revistas e camisolas, poderá - admite Mendoza - "ser obra de um fotógrafo norte-americano pouco conhecido, chamado F. Moray ou F. McKay".

No retrato, um dos mais famosos que dele se fizeram, Emiliano Zapata, herói da Revolução (1910-1917), aparece de corpo inteiro, com a espingarda na mão direita, o braço esquerdo apoiado no sabre e uma faixa a cobrir-lhe o peito, abaixo das cartucheiras.
A fotografia foi tirada no Hotel Moctezuma da cidade de Cuernavaca em 1911 e apareceu pela primeira vez impressa no diário El Imparcial, a 16 de Abril de 1913.

Mendoza, subdirectora da Fototeca Nacional do INAH, sustenta a sua tese no seguinte: descobriu que no negativo de impressão da imagem "é possível notar, sob a ponta do sabre [de Zapata], que a impressão esteve assinada em inglês com caligrafia manuscrita: Zapata, Photo and Copyright by F.M.".
Ora, segundo a perita, Brehme não costumava escrever anotações nas imagens, e todas as legendas nas margens foram por ele feitas com letra maiúscula de molde.
Acrescenta ainda que não há indicações de que o fotógrafo alemão usasse a língua inglesa nas suas impressões fotográficas. Privilegiou sempre o castelhano e, quando empregou outra língua, foi a alemã.
Outro argumento - assinalou a perita - é que "em nenhuma das colecções de Brehme no exterior é possível localizar o retrato de Zapata, muito menos assinado e selado por ele, como sucede invariávelmente com outras das suas peças".

Segundo a investigadora, o conhecido retrato foi atribuído a Hugo Brehme a partir de 1995 "sem qualquer referência histórica ou documental, por motivo da exposição 'México: uma nação persistente'".
"Nenhum testemunho fidedigno - vincou - indicava que assim fosse. Apesar disso, nasceu um mito sem fundamento que chegou até aos nossos dias", afirmou.
Na opinião da especialista, o erro deveu-se, talvez, ao facto de Brehme ter estado no quartel do chamado "Caudilho do Sul" e tirado várias fotografias célebres, como a dos irmãos Emiliano e Eufemio Zapata, com as suas respectivas mulheres.

Fonte: Expresso

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Olhares do Cinema

Ângela Molina
© Angelo Frontoni

A exposição “Olhares do Cinema”, pode ser visitada até ao dia 19 de Dezembro na Dormi2, (Gran Vía de las Corts Catalanes, 316 - Barcelona).

São 100 fotografias originais de Angelo Frontoni, o fotógrafo italiano que conseguiu que todas as grandes divas da época dourada do cinema europeu e americano posassem para ele.

Tudo começou em 1957 quando Frontoni retratou Gina Lollobrigida.

A partir daí a sua presença tornou-se habitual nos castings e rodagens que Federico Fellini, Luchino Visconti, Vittorio De Sica, Bolognini, Billy Wilder, Lattuada, Bertolucci e Truffaut realizaram para imortalizar os momentos mais gloriosos da sétima arte.

Frontoni não só foi um dos artistas visuais mais importantes da sua geração, mas também um fazedor de estrelas. As suas chaves abriram as portas do cinema para Cláudia Cardinale, Alain Delon e Olívia de Hussey.
A relação que Frontoni tinha com as grandes actrizes ultrapassava o âmbito profissional. Sofia Loren, Natalie Wood e Ursula Andress elegeram-no como amigo e confidente para partilhar e imortalizar os seus momentos mais íntimos e familiares.

Nos seus trinta anos de carreira, Frontoni conheceu personagens tão emblemáticos como Jean Cocteau, Marilyn Monroe, Arthur Miller, Charlie Chaplin e Edith Piaf, conventendo-se assim em testemunho privilegiado de momentos que passaram à história.

Pela mão de Enrique del Pozo e Anthony Toffoli, “Olhares do Cinema” chega a Barcelona na sua expressão mais vanguardista. Os organizadores quizeram levar o trabalho de Frontoni ao grande público e por isso elegeram um armazém de grandes dimensões e muito central como sala de exposições. Esta fusão de arte e comércio eé algo muito usual em cidades como Berlim ou Chicago.

Fonte: El País