terça-feira, 27 de outubro de 2009

Imagine a New World

© Dan Lavric

O concurso "Imagine a New World” lançado pela Comissão Europeia recebeu mais de 5000 fotografias. Para a votação final o júri selecionou 30 trabalhos.

Os cidadãos europeus podem agora votar na sua fotografia preferida em www.imagine2009.eu

O autor da fotografia mais votada - vencedor do prémio "Favorito do Público" - ganhará equipamento fotográfico no valor de €2000 e uma viagem a Estocolmo, Suécia, para a cerimónia de encerramento do Ano Europeu da Criatividade e Inovação 2009.

O vencedor será ainda convidado, juntamente com os vencedores do concurso seleccionados pelo júri, para a cerimónia oficial de entrega de prémios em Bruxelas, em Novembro de 2009.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O criador de universos

Pablo Picasso, Cannes 1957
© Irving Penn

No tempo em que a fotografia de moda possuía um encanto muito especial, em que não haviam câmaras digitais, , em que as pessoas não diziam “muito fashion” e em que os segredos do preto-e- branco eram apanágio de um reduzido escol de artistas de corpo inteiro, o norte-americano Irving Penn ombreava com o seu compatriota Richard Avedon na construção de um universo onírico paralelo ao nosso, talvez rotulado de surrealista, povoado sobretudo por mulheres que nele se moviam com o à vontade do desconhecido.

Desaparecido Avedon, Penn manteve-se na vida por mais cinco anos, até a morte o levar no dia 7, aos 92.
Irmão mais velho do realizador de cinema Arthur Penn, Irving estudou com o lendário exilado russo Alexei Brodovitch na escola de arte do Museu de Filadélfia, publicou desenhos na Harper,s Bazaar, de que Brodovitch era director artístico e, ao longo das décadas que se seguiram à II Guerra Mundial, trabalhou para a Vogue, à qual imprimiu a sua marca especial, que consistia sobretudo em “apertar” os modelos contra as paredes convergentes de um canto despojado.
Os seus retratos de figuras conhecidas permanecem igualmente como uma referência, sendo-nos por vezes difícil imaginar Picasso, Stravinsky, Marta Graham, Marcel Duchamp ou Georgia O´Keefe sem que se nos formem na desfocada retina da memória as poses encenadas por este criador de universos.

Talvez habite agora ele próprio num mundo de claros-escuros cheio de cantos de paredes nuas, ao lado dos seus modelos. L.A.M.

Fonte: Visão

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Faleceu Koldo Chamorro

©Koldo Chamorro

O fotógrafo espanhol Koldo Chamorro faleceu em Pamplona, no passado dia 16 de Outubro. Tinha 60 anos.

"Escrever com a luz, usá-la como suporte da tua experiência e conhecimento, é unir uma energia particular que se materializa de modo coerente a outra energia mais abstracta e universal" e “"Só chega a ser fotógrafo aquele que tenta entrar no enigma da luz...”, assim se expressava Koldo Chamorro, para tentar explicar a essência do seu ofício de fotógrafo.

Chamorro nasceu em Vitória ( Espanha) a 20 de Agosto de 1949. Os seus primeiros 16 anos foram passados na República da Guiné Equatorial, e depois rendeu-se à paixão de viajar. Percorreu toda a Europa, grande parte de África, América do Norte e América do Sul .
Começou por exercer Engenharia, diplomou-se em Marketing e licenciou-se em Economia Empresarial.

Para se tornar fotógrafo aprendeu de forma autodidacta, desde 1965. Mais tarde, em 1972-1973, conseguiu uma bolsa da Dotação de Arte Castellblach para realizar estudos fotográficos no estrangeiro.
Nos Estados Unidos teve a sorte de trabalhar com grandes fotógrafos como Ansel Adams, Jean Diezaide, Lucien Clergue, Brassai, Jean Pierre Sudre eErnst Haas.

Foi membro do colectivo de fotógrafos Minority Photographers e em Espanha, foi fundador do grupo Alabern de Barcelona.

A sua obra faz parte de importantes colecções públicas - entre as quais se destacam a do Center of Creative Photography (Tucson, Arizona) e a colecção Polaroid (Boston) - e em colecções privadas na Europa, Estados Unidos e Japão.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Encontrada a única foto da primeira expedição ao Pólo Sul


A 14 de Dezembro de 1911 uma expedição liderada pelo explorador norueguês Roald Amundsen chegou pela primeira vez na história ao Pólo Sul.
A façanha foi imortalizada numa fotografía em que quatro membros da equipa contemplam a bandeira norueguesa, içada no alto da tenda de campanha.
Agora, quase 98 anos depois, o historiador Harald Ostgaard Lund, descobriu a fotografia nos arquivos da Biblioteca Nacional da Austrália.

"Sabíamos que se tratava de uma fotografia da expedição de Amundsen ao Pólo Sul, o que ignorávamos era que fosse a única no mundo", explicou Linda Groom, directora da Biblioteca .

Lund descobriu a fotografia após analisar durante meses mais de 700.000 imagens da galeria digital da instituição e no princípio do ano viajou para a Austrália em busca dos originais das cópias das imagens cedidas pela família de Amundsen ao Museu Nacional da Noruega.

Após abandonar a Antártida em 1912, a primeira escala da viagem de regresso de Amundsen foi no porto de Hobart, capital da ilha da Tasmânia, onde entregou os negativos das fotos a J. W. Beattie, um conhecido fotógrafo da cidade. Segundo explicou Groom, o mais provável é que Beattie tivesse encarregado o seu ajudante Edward Searle de fazer a revelação, que algum tempo depois reuniu num álbum os trabalhos mais importantes da sua carreira intitulado Vistas de Tasmânia. Em 1965, a Biblioteca Nacional da Austrália comprou o álbum à família de Searle.

Fonte: El País

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Portugal Aos Meus Olhos" de Mel Sewell

©Mel Sewell

O fotógrafo inglês Mel Sewell lançou no final de Setembro, no Centro Português de Fotografia (Porto), o seu livro "Portugal Aos Meus Olhos", uma edição de luxo com fotografias a preto e branco de Portugal.

O texto é bilingue e inclui uma introdução a Portugal e a razão da estadia do fotógrafo no nosso país. As imagens foram obtidas durante um período de 12 anos.

Trata-se de um livro tamanho "coffee table" (mesa de café), ou seja, grande formato, de 160 páginas com 74 fotografias a preto e branco e de edição limitada a 500 exemplares, obedecendo a um conceito de abordagem ao mercado editorial inovador.

"A inovação consiste em que não há neste momento uma edição real para mostrar, o livro existe em suporte informático, mas só pode ser visto e encomendado na internet”.