segunda-feira, 20 de julho de 2009

Expresso do Oriente

Série Expresso do Oriente
© Josean Pablos

A Estação Intermodal de Abando, em Bilbau, albergará até hoje (20 de Julho) a exposição de fotografias correspondente ao concurso fotográfico “Caminhos de Ferro”, organizado pela Fundação dos Caminhos de Ferro Espanhóis. É uma selecção de 68 trabalhos que mereceram especial reconhecimento do júri.

Expresso do Oriente” é o título da série fotográfica galardoada com o Primeiro Prémio, dotado com 6.000 euros. Josean Pablos, o seu autor, nasceu em Madrid em 1974 e vive actualmente em Vitoria. É jornalista, publicista e fotógrafo.

Na edição de 2009 deste concurso participaram 1.251 fotógrafos de 32 países, com 2.422 obras (2.153 fotos individuais e 269 séries).

Após Bilbau, a exposição passará pelas estações de Adif de Santander, Logroño, Saragoça, Barcelona, Valência, Cartagena, Cidade Real e Madrid.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Nereo Lopez: a Colômbia em Madrid

Viagem a Girardot, Colômbia 1958
© Nereo López

Nereo López (Cartagena, 1920) é um dos mais importantes fotógrafos da Colômbia e recebeu do governo do seu país a Ordem de Boyacá (2000),como reconhecimento da sua trajectória.

Conhecido simplesmente como Nereo e amigo pessoal de Gabriel García Márquez – que retratou desde jovem até à sua recepção em Estocolmo para receber o Prémio Nobel, em 1982 - apresentou "'Colômbia por Nereo. Pequenas histórias do fotógrafo colombiano, Nereo López", uma exposição que integra 30 fotografias a preto e branco, "Estas fotografias, vão dos anos 50 aos anos 70, estão feitas com a vitalidade da juventude; depois passei à docência (em Bogotá) e agora fiz-me um aficcionado. Eu vivo para isto, não me canso de observar. Faço até fotografias sem câmaras ".

Vive em Nova Iorque. O livro Nereo: images from half a century publicado o ano passado nos Estados Unidos, reflete as suas deambulaçõesx pela grande metrópole americana.

Até 30 de Julho, na Sala Expómetro da Estação de Metro do Retiro, em Madrid.

Pode ver aqui outros trabalhos do artista.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Graciela Iturbide expõe em Madrid

© Graciela Iturbide

Graciela Iturbide (Cidade do México, 1942) que foi premiada em 2008, com o prestigiado prémio Hasselblad, considerado como o Nobel da Fotografia, é uma das referências da fotografia latino-americana.

Um olhar , entre o documental e o poético, fez com que entidades como o Metropolitan Museum of Arts (Nova York) ou o J. Paul Getty Museum (Los Angeles) incluissem fotografias da artista nas suas colecções.

Josef Koudelka, Henri Cartier-Bresson e Sebastião Salgado, são referências para Iturbide que começou a sua carreira profissional nos anos 60, no Centro de Estudios Cinematográficos do México, onde Manuel Álvarez Bravo a ensinou a fazer da câmara o seu autêntico meio expressivo.

Iturbide, tem retratado a realidade mexicana, tendo também produzido séries relacionadas com os Estados Unidos, Madagascar, Itália e Índia.

Uma retrospectiva do seu trabalho, com 180 fotografias, pode ser vista na Sala Azca da Fundação MAPFRE (General Perón, 40 - Madrid), até 6 de Setembro.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O homem que matou Gerda Taro

Aníbal Gonzalez, à esquerda, com um camarada russo
Cortesia de Fernando Cambronero

Resolvido um mistério da Guerra Civil espanhola: o homem que matou a fotógrafa Gerda Taro, pioneira do fotojornalismo e companheira de Robert Capa, e acabou com uma das mais prometedoras carreiras da fotografia moderna, chamava-se Aníbal González e tinha na altura 19 anos.

A identidade do condutor do tanque que atropelou a fotógrafa e as circunstâncias exactas do acidente eram desconhecidas até agora. Foram reveladas recentemente ao diário espanhol El País pelo sobrinho de Fernando Plaza, Fernando Cambronero Tornero, que conservou a memória oral do seu tio, falecido faz cinco anos e as fotografias que este salvou da guerra escondendo-as nas botas quando foi feito prisioneiro ao terminar o conflito.

Na tarde de 25 de Julho de 1937, na brutal confusão da retirada republicana em Brunete, debaixo do fogo da aviação de Franco, Gerda Taro – que trabalhava para o Ce Soir, caíu do automóvel em que seguia dependurada e foi atropelada acidentalmente por um tanque T-26 russo do exército republicano. Gerda Taro apesar de esmagada foi levada ao hospital inglês de El Goloso onde faleceu na madrugada do dia seguinte, seis dias antes de cumprir 27 anos.

Aníbal González, o condutor do tanque, natural de Albacete, não se apercebeu do sucedido e continuou o seu caminho. Foi o seu amigo Fernando Plaza, que conduzia outro dos tanques T-26 que viu perfeitamente a horrivel cena. Algum tempo depois, já fora da zona de combate, quando os tanques se preparavam para formar uma segunda linha defensiva, Plaza disse a González: "Esmagaste a francesa!".

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior

O Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior, abriu as suas portas ontem, em Torre de Moncorvo, mostrando ao público uma parte do seu acervo de mais de 100 mil fotografias, que retratam a região desde o século XIX.

É um projecto de Arnaldo Duarte da Silva, professor e apaixonado pela fotografia, que decidiu criar o Núcleo para que as populações daquela zona possam aceder ao vasto espólio ligado à fotografia que reuniu ao longo de várias décadas.

Do acervo fazem parte fotografias tiradas nos concelhos de Torre de Moncorvo, Freixo de Espada-à-Cinta, Mogadouro e Vila Nova de Foz Côa, e diverso material, nomeadamente, máquinas fotográficas e outro equipamento, desde 1886 até à actualidade, bem como uma colecção de filmes das décadas de 40 e 50 do século XX, que o mentor do núcleo reuniu ao longo da vida, sobretudo, junto de antigos fotógrafos.

As entradas são gratuitas, mas, numa primeira fase, só vai estar aberto aos fins-de-semana.

Pode ver aqui o site do Núcleo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Salmo 75, versículo 5: não levanteis os cornos

© Nuno Ferreira Santos / Público

“... Pinho viveu lá fora, é íntimo do mundo financeiro e colecciona fotografia. Assinalar esta paixão não é mero retoque cultural na biografia do ex-ministro. Pelo contrário, a noção do valor da imagem como agente impulsionador da acção política foi um activo essencial da gestão de Pinho, quer na sua relação com Sócrates quer na projecção da sua própria função ministerial.”
“... Para Manuel Pinho, a política deveria ser tratada como um fotograma de Man Ray, o genial artista que ele tanto admira e com quem certamente partilha uma certa consideração pela irrelevância do real. Ray criava novas realidades a partir da desconstrução ou da descontextualização dos objectos; Pinho adorava coreografar o poder, do qual fazia parte, retirando-o do contexto de dificuldades e de injustiças em que vivem milhões de portugueses.”

Fonte: Áurea Sampaio / Visão

"... O ex-ministro já tinha previsto o fim da crise mesmo antes dela se agravar, já tinha apelado ao investimento estrangeiro argumentando que os portugueses ganham pouco, já tinha garantido a salvação de empregos que acabaram por se perder, já tinha até violado a lei (quando fumou a bordo de um avião, na companhia do primeiro-ministro). Nunca teve o lugar em perigo. Mas quem faz corninhos ao Bernardino Soares tem de sair. Será importante não esquecer que Manuel Pinho era Ministro da Economia e da Inovação. E deve assinalar-se o sentido do dever que manteve até ao último minuto em funções: caiu, mas caiu a inovar. Nunca antes um Ministro da Economia havia sido demitido por falta de educação. A um Ministro da Economia não se exige muito - nem sequer que saiba de economia. Entre as regras da civilidade e as da economia, o ministro deve dominar as primeiras. As outras, logo se vê."

Fonte: Ricardo Araújo Pereira / Visão