sexta-feira, 29 de maio de 2009

PhotoEspaña 2009, em Lisboa

Rapa de bestas, Pontevedra 2005
©Cristóbal Hara

A extensão de Lisboa da PhotoEspaña (Museu Colecção Berardo) inaugura hoje duas exposições dedicadas a Cristóbal Hara e Mabel Palacín. Poderão contemplar-se até ao próximo dia 26 de Julho e foram comissariadas por Sérgio Mah, que é também comissário geral da PHE.
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A primeira exposição inclui uma centena de instantâneos de Hara (Madrid, 1946) que dedicou a sua trajectória artística a retratar, com propósito documentalista mas do ponto de vista da emotividade, a rotina das povoações espanholas. Entre as séries que apresentará em Lisboa, figuram Lances de aldea (1992), Contra Natura (2006) e Dénia, com os restos dos manequins queimados durante Las Fallas de Valencia.

Diz Alexandre Pomar: “É sempre mais a excepção, a desordem, a festa, o espectáculo, do que "o quotidiano". As touradas das pequenas aldeias, as festividades e rituais mais localizados, o grotesco e o paródico que irrompe como uma verdade oculta ou incontrolada, rebelde. O invulgar, o bizarro, por vezes o brutal ou o sacrílego, a necessidade da estranheza a interromper o banal quotidiano.”
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Da sua parte, Mabel Palacín (Barcelona, 1965), mostrará fotografias nas quais reflecte sobre a incidência na nossa vida quotidiana, do moderno império da imagem e os perigos da possível ruptura das fronteiras entre ficção e realidade.
Na série Portas Espanholas, três obras com os mesmos fotogramas, ampliados e sobrepostos, criam várias sequências possíveis.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

José Melim, vencedor nacional do EISA 2009

O movimento das águas
© José Melim

Foi conhecido o vencedor da fase nacional do EISA Maestro Photo Contest 2009-2010, cujo tema “A água” tinha que ser ilustrado com um conjunto de 6 a 10 imagens.

José Melim , de Vila Nova de Gaia, foi o fotógrafo seleccionado para a fase internacional do concurso, com um conjunto de imagens que nos mostram a dictomia entre a escassez e a abundância da água.

As 16 revistas que compõem o Pianel de Fotografia da EISA, vão agora eleger os três melhores conjuntos entre os vencedores em cada país.
O vencedor do EISA Maestro Photo Contest 2009-2010 é contemplado com uma viagem para duas pessoas à IFA 2009, que decorre em Berlim no mês de Setembro, uma “câmara profissional europeia 2009-2010”e o troféu EISA Maestro 2009-2010.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma efeméride

© Joseph James Forrester

Cumprem-se hoje, dia 27 de Maio, 200 anos sobre o nascimento de Joseph James Forrester (1809-1861), Barão de Forrester, título que lhe foi concedido em 1855 por D. Fernando II, na condição de regente durante a menoridade de D.Pedro V, devido aos excelentes trabalhos de cartografia sobre o Douro.

Foi uma das grandes personagens do século XIX português. Foi pintor, fotógrafo, agrónomo, empresário, poemista e ensaísta. Chegou ao Porto com 22 anos, para trabalhar na firma Offley, Forrester & Webber, exportadora de vinho do Porto e pertencente a um tio. Aprendeu a falar e a escrever em português, o que contrariava os cânones da colónia britânica na cidade.

Por volta de 1850, aprende a arte fotográfica e torna-se exímio a retratar pessoas, lugares e costumes regionais. Foi membro de associações como o Photographic Exchange Club e o Photographic Society Club.

Foi um dos percursores da fotografia, em Portugal.

"Carla Bruni na cama", de Pamela Hanson

Carla Bruni na cama, 1994
© Pamela Hanson

Uma magnífica imagem obtida em 1993 pelo prestigioso fotógrafo Michel Comte, mostrava-nos Carla Bruni completamente nua, e ao ser leiloada em Abril de 2008,em Nova Iorque, obteve um valor de 68.000 euros.

Agora, um nú da actual primeira dama da França fotografado em 1994 pela célebre Pamela Hanson, e com o título “Carla Bruni na cama”, será leiloado no dia 4 de Junho, em Berlim.
É uma obra assinada, datada, titulada e numerada, com o tamanho 38.9 x 58.1 cm, cujo preço de licitação inicial vai ser de 2500 a 3500 euros, mas que se pensa que poderá atingir valores escandalosos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Weegee, o cronista da noite

Summer. The Lower East Side, 1937
© Weegee

Arthur Fellig (1899 – 1968) nasceu em Zloczew (Áustria), território que hoje faz parte da Ucrânia. Chegou a Nova Iorque com 11 anos e começou a trabalhar em fotografia em 1923, no laboratório da Acme Newspictures, a agência que fornecia imagens aos jornais Daily News, World Telegram e Herald Tribune. Permaneceu ali 12 anos até iniciar a sua carreira como fotojornalista independente. É a partir daí que adopta o pseudónimo de Weegee.

Vivia de noite, tendo por casa o automóvel. Era lá que fazia quase toda a sua vida, inclusivamente dormir. No rádio, sintonizava as comunicações da polícia e quando ouvia relatos de algum desastre ou crime metia-se logo a caminho para o local. Era quase sempre era o primeiro a chegar e, por isso, a suas fotografias tornaram-se únicas e de forte impacto com enquadramentos e composições espontâneas que mostravam uma habilidade fora do comum para mostrar os momentos mais dramáticos. A sua companhia inseparável era uma Speed Graphic, a câmara mais famosa entre os fotojornalistas americanos.

Em 1946, publicou o livro “Naked City”.

O trabalho deste fotojornalista, foi doado ao Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque pela sua companheira Wilma Wilcox, foi objecto de coleccção tanto por museus como por coleccionistas particulares e motivo de inspiração para artistas como Diane Arbus, Andy Warhol ou Stanley Kubrick.

"Weegee, the famous", é o título da exposição que se pode apreciar no Centro Andaluz da Fotografia (Almeria). 72 fotografias a preto e branco, que nos mostram auto-retratos, fotografias de rua, incêndios, acidentes de automóvel, etc.

Até ao dia 19 de Julho, no Centro Andaluz da Fotografia (Almeria).

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Augusto Cabrita, um revelador...

© Augusto Cabrita

Augusto Cabrita (Barreiro, 1923 – Lisboa, 1993), fez na cidade que o viu nascer os seus estudos primários e secundários, e foi também aí que se iniciou em desportos como o remo e a natação (Clube Naval).

A fotografia despertou-lhe o interesse aos 13 anos. Era um autodidacta.No final dos anos 40, do século XX marcou presença em exposições e concursos nacionais e internacionais de fotografia, onde ganhou várias distinções como o Prémio Rizzoli (fotografia publicitária), Itália. Em 1956, inaugurou na Rua Dr. Eusébio Leão (Barreiro) um estúdio de fotografia.

Foi delegado da Associação Internacional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos, membro de júris nacionais e internacionais, fotojornalista do jornal O Século e das revistas Eva, Flama, Século Ilustrado e em revistas da especialidade um pouco por todo o mundo.

Dele disse o maestro António Vitorino de Almeida: “...Através da visão do Augusto Cabrita, nós começamos a compreender que, afinal, a maioria dos artistas não vai para além, mas, muito pelo contrário, fica bastante aquém da realidade - e por isso eu não hesito em considerar esse espantoso fotógrafo, que tive a dita de contar entre os meus melhores amigos, um revelador das verdades esquecidas, ignoradas e nem mesmo sonhadas.
A sua verdade transporta-nos para além dos sonhos.