segunda-feira, 25 de maio de 2009

Worth exposing Hollywood

James Dean on Phone
© Frank Worth

Um conjunto de imagens "não oficiais" de estrelas de Hollywood realizadas por Frank Worth, fotógrafo oficial dos principais estúdios da Meca do cinema entre as décadas de 40 e 60 do século XX, serão expostas pela primeira vez em Espanha, no âmbito do 3º Festival Internacional de Cinema de Ibiza.

Sem nenhum tipo de pose podemos ver Marilyn Monroe, os irmãos Marx, Dennis Hopper, Marlon Brando, Bob Hope, Rock Hudson, Billy Wilder e James Dean, entre outros.

Worth exposing Hollywood” assim se chama a exposição, pode ser vista no Palácio dos Congressos de Ibiza, a partir de 27 de Maio.

domingo, 24 de maio de 2009

Gerardo Sanz, expõe em San Sebastián

© Gerardo Sanz

Gerardo Sanz (Valladolid, 1960) durante oito anos viajou pela Europa captando imagens de espectáculos de rua realizados em diversos países e que foram editadas no livro “Instantâneos do efémero” (2004).

A sua última publicação é “No cenário do tempo” (2008), uma recolha de fotografias tomadas em representações oferecidas em teatros de várias cidades espanholas.

Este livro deu origem a uma exposição com o mesmo título. São 33 imagens em que figuram obras como Manuscrito 408 , La tempestad , J'Arrive e Réquiem 21K 626.

No centro cultural Okendo de San Sebastián, até 11 de Julho.

Pode ver aqui o site de Gerardo Sanz.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Adriana Calcanhoto, vista por Rita Carmo

Adriana Calcanhoto, Lisboa 2008
© Rita Carmo

Rita Carmo (n.1970, Leiria) é licenciada em Design de Comunicação pela ESBAL. Fotógrafa residente do jornal Blitz desde 1992. Tem fotografias editadas no Expresso, Visão, Ler, DIF…; no estrangeiro: Melody Maker e Daily Mail (Reino Unido), Rockin’On e Snoozer Mag (Japão), Bizz (Brasil).

Em Dezembro de 2003 edita pela Assírio & Alvim o álbum fotográfico “altas-luzes”, onde reúne cerca de 200 imagens que retratam momentos únicos da história das actuações ao vivo em Portugal e de sessões fotográficas com artistas. Desta edição resultou uma exposição que já esteve patente em Lisboa, Porto, Gaia, Leiria, Bragança, Fundão, Aveiro, Évora, Moita, Azambuja, Santarém, Palmela, Castelo Branco, Coimbra, Tomar, Sintra, Cáceres (Espanha), Espinho, Vagos e Almada.

Em Junho de 2005, a convite da Alcatel Portugal e da Numero, expõe no 4ºFestival Portugais no Fnac Forum Les Halles, em Paris.

Em 2008, no âmbito do Congresso Feminista 2008, expõe na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Fonte: (http://ritacarmo.blogspot.com/)

Enrique Meneses ganha o Prémio de Jornalismo Miguel Gil de Moreno

© Enrique Meneses

Enrique Meneses (Madrid, 21 de Outubro de 1929) reportér, fotojornalista, escritor, editor e aventureiro ganhou o VIII Prémio de Jornalismo Miguel Gil de Moreno.

A Fundação Miguel Gil de Moreno (criada em 2002, depois que uma emboscada de guerrilheiros acabou com a vida do fotógrafo) e a editora Random House Mondadori (que editou o livro “Os olhos da guerra”, escrito pelo companheiros de Gil), organizadoras do prémio, tiveram em consideração “"o seu trabalho, pelo bom exercício da profissão de jornalista, entendendo-se esta como um serviço à sociedade, por ser uma referência para as novas gerações de jornalistas, além de dedicar toda a sua vida ao jornalismo".

Os jornalistas especialistas en conflitos internacionais e membros do júri do prémio foram Javier Bauluz, Enric Martí, Arturo Pérez Reverte, Fernando González Urbaneja, Bru Rovira, Santiago Lyon, Fernando Quintela e Ramón Lobo.

Enrique Meneses, em 1958 viaja para Cuba, e é o primeiro reportér que convive - durante quatro meses - com os revolucionários cubanos na Sierra Maestra. Ali conheceu Fidel Castro e Che Guevara. Alguns meses antes da sua saída da ilha, em que esteve preso pela policía de Batista durante uma semana, consegue enviar a sua reportagem sobre a revolução cubana para a revista Paris Match. A publicação da reportagem teve à época um enorme impacto.

Pode ver aqui o seu blog.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rangel, referência da fotografia moçambicana

As três Marias, Casablanca Bar, 1970
© Ricardo Rangel

Ricardo Rangel (Maputo, 1924) é a referência máxima da fotografia moçambicana. Em 1996, chegou o seu reconhecimento internacional, quando foi incluído na mostra “Fotógrafos africanos de 1940 aos nossos dias” (Museu Guggenheim, Nova Iorque) e numa homenagem prestada pelos Encontros da Fotografia Africana (Bamako, Mali).

O seu percurso começou em 1941, como aprendiz do fotógrafo Otílio Vasconcelos. Lourenço Marques Guardian , Notícias, Notícias da Tarde , A Tribuna , Diário de Moçambique, Voz Africana e Notícias da Beira , foram jornais onde trabalhou. Fundou a revista “Tempo”, o Sindicato Nacional dos Jornalistas – SNJ e a Associação Moçambicana de Fotografia – AMF . Em 1983, foi nomeado para fundar e dirigir o Centro de Formação Fotográfica - CFF, onde continua a trabalhar como director.

Expôs em Moçambique, Mali, Itália, África do Sul, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Zimbabwe, Holanda, Suécia e França.

Sebastião Salgado disse, numa exposição em Paris, ter sido bastante marcado pelas fotos de Ricardo Rangel, quando as viu, em 1974, na sua primeira viagem a Moçambique.

Numa entrevista ao jornal “Público”, em Junho de 1991, Rangel afirmou que começou a tomar consciência da importância das suas fotografias pelo facto de a censura as cortar.

Licínio de Azevedo, cineasta brasileiro radicado em Moçambique, fez em 2006 um documentário de 52 minutos intitulado “Ricardo Rangel – ferro em brasa” em que Rangel nos conduz pela sua vida e obra, onde a cidade de Maputo, a boémia e o jazz tem um lugar especial.

A fotografia publicada neste “post”, faz parte do livro de Ricardo Rangel, “Pão Nosso de Cada Noite“, fotografias preto-e-branco na noite dos anos 60 e 70 do século passado, tiradas na então rua Major Araújo (hoje Bagamoyo), à época coração da boémia e prostituição da cidade ou como disse Alexandre Pomar “fotografias de uma outra guerra que se travava nas noites da Rua Araújo, ao longo dos anos 60 de Lourenço Marques”.

Periferias


Periferias, é a interpretação destas zonas urbanas feita por nove fotógrafos: Gabriele Basilico, Sergio Belinchón, Stéphane Couturier, Gerardo Custance, Francesco Jodice, Monserrat Soto e Xavier Ribas.

"Periferias, é um olhar que mostra como a construção destas zonas urbanas leva à construção de um modo de comportamento", referiu Ferran Barenblit, director do Centro de Arte Dos de Mayo de Móstoles, durante a inauguração da exposição.

No Centro de Arte Dos de Mayo de Móstoles (Madrid), até 27 de Setembro.