quinta-feira, 14 de maio de 2009

"O Maio de 68" por Bruno Barbey

A fábrica ocupada, Paris 1968
© Bruno Barbey

"A Europa tinha na época uma boa situação económica", explica o fotógrafo Bruno Barbey, autor das imagens da exposição “Bruno Barbey 68” que está patente na sede do Parlamento da Andaluzia até ao próximo dia 6 de Junho, como parte da Sevilha Foto 09.

Não foi assim, uma difícil situação económica que levou tanta gente para as manifestações de rua no final dessa década de importantes transformações sociais, políticas e culturais. O Maio de 1968 foi resultado da confluência de muitos outros acontecimentos - a guerra de Vietname, o movimento hippie e a luta de Martin Luther King contra a segregação racista - que se produziram no mundo, e dos quais foi testemunha priveligiada, este fotógrafo ligado desde 1968 à agência Magnum.

A exposição mostra-nos algumas fotografías em côr, algo muito pouco frequente no fotojornalismo da época.

Esta exposição agora em Sevilha já tinha passado por Jerez de la Frontera, Córdoba, Granada e Badajoz .

terça-feira, 12 de maio de 2009

Série "Ninguém escapa ao meu charme"

O amor é um lugar estranho, Porto 2007
© Pereira Lopes

Emoções fortes, Porto 2007
© Pereira Lopes

Ninguém escapa ao seu charme, Porto 2007
© Pereira Lopes

A urgência e o infinito, Porto 2007
© Pereira Lopes

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Pode ver mais imagens de Pereira Lopes aqui.

"Stranded" de Amy Stein

Clarence, Route 71, Ohio (série Stranded)
©Amy Stein

Amy Stein, nasceu em 1970 nos Estados Unidos da América. Passou a sua infância entre Washington e Karachi, no Paquistão.
É licenciada em Ciência Política pela James Madison University. Em 2006, Amy concluiu o mestrado em Fotografia na the School of Visual Arts, em Nova Iorque.
O seu trabalho faz parte de importantes colecções de arte, privadas e públicas, das quais se destacam a do Philadelphia Museum of Art, Museum of Contemporary Photography, Nevada Museum of Art, SMoCA e a West Collection.
Em 2006, Amy Stein venceu o Saatchi Gallery/ Guardian Prize pela série Domesticated. Em 2007 foi considerada uma das 15 melhores fotógrafas emergentes a nível mundial pela revista American Photo. No mesmo ano ganhou o Critical Mass Book Award.Actualmente, Amy Stein ensina fotografia na prestigiada Parsons – The New School for Design and the School of Visual Arts, em Nova Iorque.

Para a série “Stranded”, a fotógrafa percorreu os Estados Unidos durante duas semanas, retratando pessoas que tinham problemas na estrada. "Os protagonistas das minhas fotografias surgem do azar e todos os encontros possuem a tensão derivada às circunstâncias pouco comuns da nossa interacção e do perigo inerente ao mundo da estrada".

Georges Platt Lynes

John Leaphart and Buddy Mc Cartny
© Georges Platt Lynes

O americano Georges Platt Lynes (15 Abr 1907 – 06 Dez1955) após ter sido escritor e editor, dedicou-se a partir de 1927 à fotografia.
Abriu em 1932 o seu primeiro estúdio, em Nova Iorque. No ano seguinte começou a publicar os seus trabalhos na Vogue e na Harper´s Bazaar. Sete anos depois foi viver para Hollywood, tornando-se director do estúdio Vogue. Regressou a Nova Iorque em 1947, centrando o seu trabalho em nús masculinos.
Antes da sua morte, Lynes destruiu parte substancial do seu trabalho por temer vir a ser mal interpretado.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Metabiótica" de Alexandre Órion

© Alexandre Órion

Alexandre Órion é designer e artista plástico, formado em artes visuais. Trabalha com graffiti desde 1995. Iniciou o seu envolvimento com a fotografia em 2001.

Ele faz um graffiti numa parede qualquer das ruas de São Paulo e fica à espera até que algo ou alguém entre em perfeito enquadramento com seu o desenho e faz a imagem.

De acordo com Diógenes Moura, “a fotografia e a pintura de Alexandre Órion são mesmo um projeto para a filosofia. Primeiro vem a espera. Depois a pintura. Depois a espera. Só ai que surge o terceiro elemento (homens, mulheres, automóveis, crianças, animais) e então a cena se completa: a pintura torna-se fotografia. “

Obteve reconhecimento após a exposição "Metabiótica" em 2006, que já apresentou no Brasil, Argentina, Canadá, França, Holanda, Estados Unidos e Inglaterra.

Hoje, cada foto dessa série pode custar cerca de 2000 euros.

Pode ver a exposição “Metabiótica” até 30 de Maio na Galeria Poeira (Rua da Imprensa à Estrela 21B – Lisboa).

Fotografia do séc XIX, património do Equador

No Equador, o Ministério Coordenador do Património Natural e Cultural , o Ministério da Cultura e o Instituto Nacional do Património Cultural declararam no dia 14 de Janeiro de 2009, a fotografia do XIX como um bem pertencente ao Património Cultural do Estado.

As primeiras visitas à cratera do vulcão Pichincha em 1862, os aguadeiros de Quito e as embarcações do porto de Guayaquil capturadas nessa mesma década são três das 1600 imagens que fazem parte do Património Fotográfico do Equador.
Muitas das imagens, fundamentalmente de Camillus Farrand (1862) e Rafael Castro Ordoñez (1863-1865) foram recolhidas no estrangeiro, como a livraria do Congresso Norte-americano e na Venezuela, assim como em centros culturais do país como a biblioteca Aurélio Espinosa Pólit.
Foram também visitadas várias famílias e coleccionistas do país, que permitiram aos investigadores registar e digitalizar os seus álbuns.
Deste trabalho resultou uma exposição com 33 imagens de grande formato que foram exibidas no Centro Cultural de Arte Contemporáneo, em Quito, com título “Um legado do século XIX, fotografia patrimonial equatoriana".