quarta-feira, 8 de abril de 2009

Liselotte Grschebina, em Berlim

© Liselotte Grschebina

Liselotte Grschebina ((1908, Karlsruhe -1994, Telaviv) foi uma fotógrafa práticamente desconhecida, enquanto viva.

Após a sua morte, o seu filho entregou as 1.800 fotografías que compõem o seu legado ao Museu de Israel de Jerusalém.

No museu Martin-Gropius-Bau de Berlím decorre agora a primeira exposição europeia dedicada à obra desta fotógrafa judio-alemã.

"É um acto de justiça poética que Grschebina esteja hoje em Berlim", afirmou durante a apresentação da exposição Nissan Perez, comissário de fotografía do Museu de Israel de Jerusalém.
São cerca de 100 imagens que nos mostram a Alemanha da década de 30 do século passado e o dia a dia do processo de criação do estado judaico.

A exposição Uma mulher com câmara: Liselotte Grschebina. Alemanha 1908-Israel 1994 poderá ser visitada até ao dia 28 de Junho.

Novo Molhe da Foz, em exposição

© Pereira Lopes

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, presidiram no dia 20 de Março, à entrega da Obra dos Molhes do Douro efectuada pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) à Administração do Porto Douro e Leixões (APDL).

O Molhe Norte permite, inclusivé, a visita ao seu interior. Nesse Molhe decorre uma exposição fotográfica que retrata as várias fases deste projecto.

O atelier João Ferrand Fotografia composto por vários fotógrafos que se complementam nas diferentes áreas que abordam: fotografia de arquitectura, fotografia aérea, acompanhamento de obras, levantamento fotográfico de grandes áreas de jurisdição e fotografia de vela, foi o autor das imagens.

São 20 imagens de grande formato que podem ser apreciadas na sala de entrada e mais algumas dezenas de médio formato expostas ao longo do túnel.

Aos Sábados e domingos das 10 as 12 horas.

Hermanos Mayo e a Guerra Civil Espanhola

© Hermanos Mayo

Hermanos Mayo. A Guerra Civil Espanhola” é uma iniciativa da Diputación de A Coruña e do Ministério da Cultura espanhol.

São cerca de uma centena de imagens sobre a Guerra Civil espanhola – na sua maioria inéditas-realizadas pelos cinco fotógrafos integrados no colectivo mexicano Hermanos Mayo.

São imagens a preto e branco, dos combatentes da 43ª Divisão, dos presos republicanos na prisão de Carabanchel, das trincheras do Ebro, das frentes de Guadalajara e de Madrid, e outras que refletem aa realidae social de um país em guerra.

A exposição decorre até ao dia do mês de Abril, no Liceu de Betanzos.

Saiba aqui quem são os Hermanos Mayo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Viagem sublime", de António Canelas

Viagem Sublime” é o titulo de um livro de fotografias de António Canelas, lançado no passado dia 6 de Abril no El Corte Inglés, em Gaia.

Para o professor e fotógrafo, que já colaborou com o "Jornal de Notícias" e "A Bola", é o concretizar de um sonho.

Mário Augusto, jornalista da SIC, escreveu o prefácio do livro e descobriu nele "memórias do meu passado e de recordações". O jornalista e especialista em cinema reflecte sobre a magia da fotografia de António Canelas, que "pode ser para os nossos olhos uma viagem cheia de movimento".

Segundo António Canelas: “O Passadiço de Gaia foi e é uma fonte de inspiração inesgotável, de afectos e de emoções, de sensações espantosamente humanas, um esplendor gratuito nascido da luz, do mar, do vento, da areia e … dos seres humanos que nele se passeiam.Figuras humanas quase ausentes, mas paradoxalmente sempre presentes, na essência mesma do que somos, no que vemos e sentimos.Mas… as imagens perduram, inesquecíveis, parte integrante do nosso museu visual imaginário, levando-nos a novas viagens de descoberta e admiração, numa contínua surpresa para os sentidos.A Viagem é aqui uma visão pessoal, íntima, deliberada e obstinada, na procura da inspiração na natureza, nas formas into-cadas, no sentimento lírico e poético que ela em nós desperta.Por mim passou também a cor – o preto e branco. O encantamento mágico e o encantamento dos seus matizes, são para mim a forma mais colorida de visionarmos o mundo que nos rodeia e de, com simplicidade – a preto e branco – vermos a sua luz.E essa visão estética de cor é bem explícita nessas imagens aqui presentes, que se tornam como que dramáticas ou pungentes, cheias de expressão e sentido, transmitindo-nos sensações múltiplas, simples e complexas, de uma rara, creio-o, beleza pictórica, inseridas num fundo deslumbrante e homogéneo (...)."

A exposição das fotografias, decorre entre os dias 3 e 18 de Abril, no Auditório Cultural do El Corte Inglés, em Gaia.

"Alegorias" na Cooperativa Árvore

Ausentes
© Fernando Carvalho

Alegorias” é o título da exposição de Fernando Carvalho, inaugurada no passado dia 3 e que até 21 de Abril se mantém aberta ao público, na Cooperativa Árvore (Rua Azevedo de Albuquerque,1 -Porto).

Fernando Carvalho, engenheiro técnico de formação académica, nasceu em Amarante, em 1930 . Interessou-se pela fotografia na década de 80, tendo feito um curso básico na APAF – Associação Portuguesa de Arte Fotográfica (Lisboa). É professor de Fotografia na Universidade Sénior de Oeiras. Expõe regulamente desde 1993.

Está representado em colecções particulares portuguesas e estrangeiras.

Ros Ribas, um fotógrafo de cena

© Ros Ribas

A imagem que apresentamos é de uma adaptação de “O Inferno” de Dante, do encenador Tomaz Pandur para o Centro Dramático Nacional em 2004/2005.

"Não sou o autor destas fotografias, são os encenadores que montaram as obras ", disse Josep Ros Ribas referindo-se ás 151 imagens que compõem a retrospectiva do seu trabalho a partir de obras do Centro Dramático Nacional, Teatre Lliure, Companhía Nacional de Teatro Clássico, Teatro de la Abadía, Théâtre de l'Odéon de París e Piccolo Teatro de Milán, entre muitas outras e que está exposto até 31 de Maio no Centro Dramático Nacional (Madrid).

Ros Ribas foi um dos fundadores do Teatre Lliure (Barcelona) faz mais de trinta anos. Sempre soube que queria trabalhar em teatro mas não se via como actor nem como encenador, foi assim que se converteu num fotógrafo que "leva no seu sangue o ritmo da cena", segundo palavras de Gerardo Vera, director do Centro Dramático Nacional.

Este trabalho mostra ao amante da fotografía e ao do teatro, grandes momentos sobre os palcos nos últimos trinta anos, desde Sweeney Todd de Mario Gas até Hamlet de Georges Lavaudant, passando por Cosí fan tutte, El rey Lear ou Lady Macbeth.