quarta-feira, 25 de março de 2009

PHotoEspaña 2009

Contos de rapaz, 2008
©Johan Willner

A PHotoEspaña 2009 vai realizar-se em Madrid de 3 de Junho a 26 de Julho e vai oferecer na sua 12ª edição uma proposta com 72 exposições, 31 na Secção Oficial cujo tema é “O quotidiano”, 6 noutras salas e 35 no Festival Off repartidas por um total de 60 espaços expositivos entre museus, galerías, centros de arte e salas de exposições.
Participarão no Festival 248 artistas e criadores de 40 nacionalidades.
O vídeo de apreentação pode ser visto aqui.

"Fototipias" de António Machado de Mendia

Não é uma exposição de fotografias, mas de provas impressas por um processo fotomecânico do século XIX que reproduz tão bem as imagens-matriz que só à lupa se distinguem as diferenças. Esse processo chama-se fototipia, e o que o Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa (Rua da Palma, 246) mostra, desde o dia 24 de Março, é o trabalho inédito de António Machado de Mendia (1880- -1933), fotógrafo amador que deixou à sua família 27 fototipias realizadas, ao que se sabe, no País Basco.

"O neto deste senhor tinha este conjunto lá em casa e resolveu trazê-lo ao Arquivo para ver o que aquilo era", refere a directora do Arquivo Fotográfico Municipal, acrescentando que "não se conhece práticamente nada acerca da sua actividade como fotógrafo".

Tratadas e enquadradas históricamente, as paisagens, imagens de embarcações e cenas de quotidiano que Mendia reproduziu por intermédio da fototipia "revelam não só os temas de uma certa fotografia de finais do século XIX como, ao mesmo tempo, traduzem a beleza do processo", afirma.
"A olho nu não se consegue distinguir uma fotografia verdadeira - feita por acção da luz e impressa por meios químicos - destas fototipias", salienta a directora do arquivo, a propósito destes trabalhos produzidos com base num método tipográfico comercializado a partir de 1868, capaz de reproduzir com enorme grau de qualidade os meios-tons e detalhes das sombras.

"Fototipias" estará patente até ao dia 21 de Maio, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18.30, e nos 1º e 3º Sábados de cada mês, das 10h00 às 17h15, podendo ser marcadas visitas guiadas através de: paula.cunca@cm-lisboa.pt ou alexandra.nunes@cm-lisboa.pt

quarta-feira, 18 de março de 2009

René Peña, um fotógrafo cubano

Série White Things
©René Peña

René de Jesús Peña González, nasceu em 1957 em Havana (Cuba). É graduado em Língua e Literatura Inglesa.

Expõe individualmente desde 1991 na Fototeca de Cuba, apresentou “Crónica da cidade”.
Algumas das sua obras encontram-se no Museu Nacional de Belas Artes, Havana; Reinhard Schultz Collection, Berlim, Alemanha; Arquivo Fotográfico Toscano, Itália; Houston Museum of Fine Arts, Houston, USA.
Uma das sua série mais conhecidas é "White Things", uma crítica velada à colonização e ao racismo.

terça-feira, 17 de março de 2009

Robert Mapplethorpe

©Robert Mapplethorpe

A 9 de Março fez 20 anos que Robert Mapplethorpe(Nueva York, 1946 - Boston, 1989) faleceu, vítima da sida.

O escándalo sempre rodeou a sua obra e as suas exposições de que The perfect moment é o exemplo mais conhecido e converteu-se num símbolo da liberdade artística e da livre opção sexual.

Mapplethorpe tinha uma sensibilidade intuitiva para captar a luz: nos anos 70, o nu dos seus amantes e amigos famosos, e mais tarde, as flores, com uma subtil revelação de um erotismo alegórico e de grande elegância .

A sua educação visual em matéria fotográfica foi autodidacta e entre os seus mestres contavam-se Júlia Margaret Cameron, Nadar, Edward Weston, Man Ray, Cecil Beaton e F. Holland Day.
Em parte também deve essa educação visual a dois dos seus amantes: John McKendry, que era comissário de fotografía do Museu de Arte Metropolitano, de Nova Iorque, que conheceu em 1971, e a Sam Wagstaff, comissário de pintura contemporânea no Instituto de Arte de Detroit, uma das perssoas mais influentes na sua vida desde 1972.

A leiloeira Christie’s vai promover no próximo dia 31 de Março, em Nova Iorque, a venda de uma cópia de um retrato de Andy Warhol (1986) valorizada entre 40.000 e 60.000 dólares e da famosa foto titulada Ajitto (1981) entre 120.000 a 180.000 dólares.

Festimage 2009

Drying shari - after holy dip
©Abhijit Nandi

A 4.ª edição do Festimage - Festival Internacional de Imagem, com prémio máximo de cinco mil euros, já está garantida.

Na última reunião da Câmara Municipal de Chaves e com base no sucesso alcançado nas três anteriores edições, foi aprovada a realização do evento.

O evento vai contar, entre outras, com a colaboração do Instituto Português de Fotografia, nomeadamente no que diz respeito à escolha do júri.
Ao fim de três edições, já concorreram ao Festimage 5217 criadores, oriundos de 92 países, em particular de Espanha, Brasil, Alemanha e Portugal. No entanto, no ano passado, o certame contou também com uma significativa participação de fotógrafos e criadores de arte digital da Índia, França, México, Colômbia, Rússia, Roménia e Geórgia.

No Verão poderão ser apreciados as imagens melhor classificadas, numa exposição ao ar livre, que decorrerá numa das principais praças da cidade.

sexta-feira, 13 de março de 2009

China, retrato de um país

©EFE

Uma exposição na Casa da Ásia de Barcelona mostra, através de 66 fotografías, os últimos sessenta anos da história quotidiana, cultural e política da China.

China, retrato de um país (1949-2008)”, é o título da mostra, que abarca o período que vai de 1949, quando os comunistas liderados por Mao ganharam a guerra civil aos nacionalistas, até 2008, em que uma nova geração pós-Mao vive a sua vida de forma radicalmente diferente daquele que viveram os seus pais e avós.

Foi realizada a partir de uma investigação de quatro anos, do fotógrafo e jornalista Liu Heung Shing em arquivos públicos e privados. O ano passado, através da Tashen tomou a forma de livro (China. Retrato de um país (1949-2008) e em Novembro esteve em exposição no Today Art Museum de Pekín.

Nesta mostra predominam as fotografías de camponeses, soldados do Exército de Libertação do Povo, operários, actores, escritores e crianças e as imagens procedem de fotógrafos anónimos, do regime e de artistas actuais.

No Verão poderá ser apreciada na Casa da Ásia de Madrid.