segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Esperança

Shepard Fairey posa junto do quadro “Esperança”
©AP

Shepard Fairey, autor do famoso retrato azul, roxo e branco do presidente americano, Barack Obama, foi detido em Boston por realizar grafittis na rua. A polícia assegura que pintou em vários lugares da Massachusetts Avenue e da Newbury Street e em outras zonas de Boston, segundo explicou o porta-voz, James Kenneally.

Fairey foi detido quando se dirigia ao Instituto de Arte Contemporânea de Boston, para inaugurar a sua primeira exposicção individual. Ali, mais de 750 pessoas esperavam o artista.
O graffiter, oriundo de Los Angeles, ficou famoso durante a campanha presidencial graças ao seu retrato de Barack Obama modificado com o contraste ao máximo e nas três cores da bandeira americana. O retrato intitulado “Esperança” está exposto na Galeria Nacional de Retratos de Washington.

Fairey assegura ter sido detido em 14 ocasiões e está envolvido numa disputa judicial com a agência de notícias Associated Press, que o acusa de ter utilizado uma fotografia de sua propiedade para realizar o famoso retrato de Obama.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Manuel Falces expõe em Almeria

©Manuel Falces

A obra do fotógrafo Manuel Falces (Almería, 1952), director do projecto Imagina , que se converteu mais tarde no Centro Andaluz da Fotografía e do qual esteve à frente até 2006, volta a estar exposta em Almería.
Com o título Manuel Falces. Projecto Imagina. Fundos do Centro Andaluz da Fotografía, o artista mostra 15 fotografías a preto e branco de diversos pontos da província. "É uma selecção quase antológica. Quero dizer com isto que não é aleatória. É o mais significativo de um projecto que desenvolvi à posteriori. Depois de dirigir a Imagina quase me tinha esquecido de mim. O que agora se exibe na La Alcazaba condensa uns quatro anos de trabalho, desde finais dos anos oitenta até 1992", explica o artista.

Falces foi professor de Técnica e Estética de Fotografia na Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Complutense de Madrid e o seu trabalho de investigação centrou-se na teoria, prática e história da fotografía. O seu trabalho criativo levou-o a participar em diversas exposições individuais e colectivas em todo o mundo. O Museu Internacional da Fotografía de Rochester (Nova Iorque), o Museu Espanhol de Arte Contemporânea, o Centro de Arte Rainha Sofía e o Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM) contam com obras suas.

Crítico de fotografía do EL PAÍS desde o seu início, afirma que "o digital democratizou a fotografía mas também matou muitas das suas virtudes".

A exposição decorre na Torre de la Alcazaba, em Almería, até 31 de Março.

O inspector

O inspector
©Pereira Lopes

Lisboa Song

©Amy Yoes

Mega Ferreira, o ex-jornalista e actual presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém vai publicar esta semana um texto que considerou perdido durante muitos anos. “Lisboa Song”, lançado pela Sextante Editora, são duas conversas duplas, uma entre as personagens da história e outra entre o escritor e a fotógrafa.
A escritora Marguerite Duras e a fotógrafa Amy Yoes surgem como musas co-inspiradoras do novo livro de António Mega Ferreira. Da francesa veio um título que relembra o famoso India Song e da norte-americana, as fotografias a preto e branco que tirou em Portugal há algumas décadas.O título Lisboa Song fica explicado, mas, no que respeita às fotografias, o escritor necessita de evocar os anos 90 para se entender a razão da sua existência neste novo livro de Mega Ferreira: " É uma narrativa que nasceu exclusivamente ao ter visto as fotografias da Amy Yoes."
O autor recorda que as teve pela primeira vez na mão em 1990 ao vê-las durante um encontro com o casal - Amy Yoes, a fotógrafa, e Jorge Colombo, o designer - depois de as retirar de dentro de duas pequenas caixas que estavam em sua casa. "Eram estas fotografias que agora se reproduzem, mas havia muitas mais que estavam guardadas em duas caixinhas pequenas com provas fotográficas, exactamente deste formato como as que agora são publicadas", diz.Na altura, conta, "vi as fotografias e achei-as extraordinárias. Comecei a olhar bem para elas e disse para mim mesmo: quero escrever sobre isto. Só não sabia bem o quê?"
Para Mega Ferreira, o que aconteceu foi que se impregnou do significado das imagens e, passo seguinte, tentou esquecê-las para ser capaz de escrever uma história que se articulasse com as que mais gostava: "As fotos não ilustram nada! São dois discursos paralelos e onde há uma contaminação porque me deixei impregnar pela delicadeza das fotografias que me pareceram, de alguma forma, retratar um certo espírito de Lisboa". Daí que, muito rapidamente, lhe tenha surgido um título em torno de Canção de Lisboa, que tinha a ver com a ideia de alguém (Amy Yoes) que vem do estrangeiro e se apaixona por uma pessoa de cá (Jorge Colombo).

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Madonna faz campanha para a Vuitton

©Steven Meisel

Esta é uma das fotos da campanha Primavera/Verão 2009, que Madonna fez para a Louis Vuitton. A direcção artistica é do estilista da marca, Marc Jacobs e a fotografia é de Steven Meisel.

A eterna Material Girl ganhou 10 milhões de dólares por este trabalho !!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

“Deixar a Terra” de Bernardo Markowsky

Berlim, 1983
©Bernardo Markowsky

Deixar a Terra”- Uma Viagem Fotográfica com Bernardo Markowsky é a exposição que o Fórum da Maia propõe, desde 16 de Janeiro até 22 de Fevereiro de 2009 - de terça a sábado, das 15.00h às 19.00h.

Esta mostra é o resultado de um trabalho que reflecte uma perspectiva sobre diferentes realidades dos nossos dias. Da Alemanha do Leste, da luta política e das contrariedades da vida, até ao Portugal dos nossos dias, passando pela Índia, pelo Bangladesh, por África e outros países, esta é uma viagem a preto e branco pelos quatro cantos do mundo que traz de volta os registos das gentes, dos rostos, onde cada ser humano é representado com grande dignidade e nobreza. As suas imagens são realidades actuais a que o mundo assiste, com o drama da guerra, da sobrevivência, da miséria e da fome.

Detentor de grande poder de retenção de mundos e de seres que os povoam, o autor esclarece: ”sou eu mesmo que falo, servindo-me da minha própria língua para exprimir o meu pensamento, a verdade tal qual a encontrei à frente dos meus pés e no confronto com o meu olhar”.
O autor nasceu em Greifswald, ex.Alemanha Democrática em 1951 e reside em Portugal (Vila Nova de Gaia) desde 2002.
Na inauguração da exposição, foi lançado um livro com o mesmo título.