quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A guerra no Congo

Campo de refugiados no norte de Kivu
©Andrew Mcconnell

A criança que olha a cámara, como se fosse atravessar a objectiva, está num campo de refugiados no norte de Kivu, na República Democrática do Congo, onde vivem 4.000 pessoas. É um entre centenas de milhares de congoleses que foram obrigados a abandonar as suas casas por causa da guerra.

O irlandés Andrew McConnell fotografou uma série intitulada Crises no Congo, com a qual ganhou o XII prémio internacional de fotografia humanitária da ONG Médicos do Mundo, em recordação do fotógrafo Luis Valtueña e dos cooperantes Flors Sirera, Manuel Madrazo y Mercedes Navarro, assasinados no Ruanda e na Bósnia, respectivamente.

Víctor Fraile, com a série China homens-jaula, é outro dos galardoados nesta duodécima edição, juntamente com Orlando Barría e Aitor Lara, que receberam prémios especiais.

Neste concurso foram apresentadas 806 fotografías de 281 autores, de 43 países. As 31 imagens finalistas serão expostas ao longo deste ano em diferentes cidades espanholas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Seis mil milhões de outros

Dez anos depois de sobrevoar o planeta para realizar “A Terra vista desde o céu”, o fotógrafo francés Yann Arthus-Bertrand embarcou em nova aventura. “Seis mil milhões de outros”, 5.000 retratos-video realizados em 75 países por Sybille d'Orgeval e Baptiste Rouget-Luchaire, momentos de humanidade e intimidade a ver no Grand Palais de París entre 10 de Janeiro e 12 de Fevereiro.

A realizadora Sybille d'Orgeval diz: “O que exibimos no Grand Palais de Paris são 5.000 entrevistas que fizemos durante quatro anos em 75 países, a ideia era encontrar pessoas diferentes, lavradores ou ministros, toda a diversidade do planeta e fazer as mesmas perguntas. Perguntas simples sobre a vida: O que te faz feliz?, o que queres transmitir aos teus filhos?, o que aprendeste dos teus pais ? São perguntas ás quais todos podem responder e queríamos construir um mosaico desta humanidade da qual nos sentimos parte”.

Pete Souza, o fotógrafo de Obama

Pete Souza, de descendência portuguesa, é o fotógrafo oficial da Casa Branca. Souza, de 54 anos, trabalhava para o "Chicago Tribune" e documentou o primeiro ano de Obama no Senado, bem como as suas viagens a sete países, um trabalho compilado no livro “The Rise of Barack Obama”, que integrou a lista de “best-sellers” do jornal "New York Times".
Pete Souza, 54 anos, adiantou que aceitou o cargo de fotógrafo oficial na condição de documentar a presidência de Obama "em nome da história".
Pete Souza regressa à Casa Branca, onde já esteve como fotógrafo oficial de Ronald Reagan. Neto de emigrantes açorianos, Pete Souza é fotojornalista freelance e professor assistente na Universidade de Ohio, contando no currículo com trabalhos publicados na National Geographic, Fortune e Newsweek.

Como fotojornalista esteve também, após o 11 de Setembro, entre os primeiros jornalistas que cobriram a queda de Cabul, no Afeganistão, onde chegou depois de ter cruzado as montanhas Hindu Kush a cavalo com quase um metro de neve.

É admirador de Sebastião Salgado, Henri Cartier-Bresson, David Halberstam e alimenta o desejo de um dia regressar aos Açores para poder registar em imagens a vida no arquipélago. "Em 1988, acompanhei o meu tio numa visita à ilha onde nasceram os meus avós. É um lugar maravilhoso. Espero regressar", contou à Lusa.

Natural de South Dartmouth, Massachussets, Pete Souza graduou-se com distinção em comunicação social na Universidade de Boston e obteve um mestrado em jornalismo e comunicação de massas na Universidade de Kansas.
Veja aqui o seu site

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Walker Evans com exposição em Madrid

©Walker Evans

Um anúncio da Coca Cola, o banco de uma rua qualquer, as barbearias para a "gente de côr", um sinal de tráfego, o olhar perdido dos passageiros do metro de Nova Iorque... Qualquer coisa atraía o olhar áspero e nú de Walker Evans (1903- 1975).

Na sala da Fundação Mapfre de Madrid abre hoje ao público uma ambiciosa retrospectiva com uma centena de originais tomados entre 1928 e 1975. A selecção das obras, que percorre todas as etapas básicas do seu trabalho para livros, revistas e instituições, procedem de uma colecção particular americana.

Pouco amigo de difundir a sua imagem, a exposição arranca, com três auto-retratos de Evans realizados no final da década de vinte. Depois mostra as fotografías, que o converteram no grande retratista da América profunda, carregada de melancolia e miséria, um país ferido pela Grande Depresisão de 1929.
Nas gasolineiras, nas humildes vivendas dos mineiros, nas montanhas de ferramentas destinadas a abrir contentores, trabajadores que contemplam o horizonte (nunca olham a câmara) com profunda tristeza.

São gestos e rostos capturados por Evans com diferentes câmaras, mas sempre a preto e branco. Até ao final dos seus dias, quuando, muito condicionado físicamente, se aventurou na côr com a agora defunta Polaroid.

Victoria Beckam com Armani

Victoria Beckam
©AP / Armani

A ex 'spice' —que tem sido criticada com frequência por estar demasiado magra— tinha uma sessão de fotos em roupa interior de Armani e pôs mãos à obra: correr.

A esposa de David Beckahm planeou um estrito regime de exercicios para estar em forma, entre eles correr todos os días 15 kilómetros, durante seis meses.

Parece que a “elegante e intrigante cantora' ao principio não estaria interessada em posar para a cámara, mas não podía rejeitar a oferta de cerca de 13,3 milhões de euros que lhe ofereceu Armani. "Jurou não voltar a fazer uma sessão de fotos em roupa interior, mas a oferta de Giorgio foi demasiado boa ".

As imagens foram tomadas pelos fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott.

Lisboa revisitada

© Jorge Colombo

O fotógrafo Jorge Colombo inaugura hoje na Casa Fernando Pessoa a sua primeira exposição de fotografia em Portugal: chama-se "Lisboa Revisitada" e é composta por imagens da cidade sobre poemas do heterónimo Álvaro de Campos.

Nas 52 fotografias que compõem a mostra, o autor tentou captar aspectos da capital portuguesa de que o poeta-engenheiro naval poderia gostar caso "andasse" pela Lisboa de início do século XXI.

"São imagens digitais que eu recolori digitalmente, pintei por cima delas, para acentuar o seu carácter ficcional", referiu.
Na sua opinião, estas fotografias "são todas um exagero, Lisboa não é exactamente assim".
Jorge Colombo, também designer gráfico, indicou que primeiro fez o design do catálogo da mostra e depois viu "como é que podia reproduzir o catálogo na parede".
"Não nos esqueçamos de uma coisa: é que o catálogo é que fica, é que viaja até daqui a não sei quantos anos", sublinhou.
"Todos nós temos uma experiência qualquer relacionada com Pessoa: o primeiro momento em que lemos Pessoa, o nosso heterónimo favorito, os nossos poemas favoritos, a forma como nos identificamos com os poemas, as pessoas à nossa volta que são ainda mais entusiastas pelo Pessoa do que nós, todas as grandes obras de arte que foram feitas à volta do Pessoa... ele faz parte da nossa dieta", disse Jorge Colombo, de 45 anos e há 20 residente nos Estados Unidos.