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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

António Barreto: Fotografias

capa do livro

António Barreto (Porto, 1942), ex-ministro, sociólogo e fotógrafo com mais de 40 anos de exercicio.
Pela primeira vez expõe os seus trabalhos. "António Barreto:Fotografias, 1967/2010" mostra-nos 40 imagens dos mais de 10 mil negativos que o sociólogo produziu.
A exposição está patente na Galeria Corrente d`Arte (Av. Dom Carlos, 109 - Lisboa), até ao dia 30 de Dezembro.
Foi também publicado pela editora Relógio d`Àgua um livro com mais de 200 fotografias, que documentam momentos como o desembarque , em Lisboa, de soldados portugueses regressados da Guiné, ou a exploração social e a pobreza em países como a Bolívia, Brasil, Perú e Venezuela ou ainda de imagens de visitas que fez a França, Egipto, Alemanha. O Douro também nos é mostrado já que foi aqui que o fotógrafo "viveu a sua infância entre escarpas e vinhedos".
Diz Barreto: "Fico com a impressão de que passeei pelo mundo, cidades e campos, homens e mulheres, sempre distante. Parece que nunca pertenci. Que nunca fiz fotografias ´de dentro´ , que nunca me integrei. Em frente, atrás ou ao lado, mas sempre distante".
António Barreto é co-fundador e presidente da APPh - Associação Portuguesa de Photographia, criada em 2007.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Street Photografy" de Rui Palha

"Street Photografy" de Rui Palha (1953), foi lançado no passado dia 8 de Outubro. Tem 240 páginas com fotografias a preto e branco e pode ser adquirido na Livraria Barata (Av. de Roma, 11a - Lisboa) por €50.
Rui Palha que começou a fotografar aos 13 anos, gosta de se intitular "completamente amador" e diz que o mérito das suas imagens pertence inteiramente aos seus modelos de rua, pois são eles que dão alma e genuinidade ás suas fotografias.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lady Warhol


Christofer Makos
.
Em Junho de 1981, Christofer Makos ( Lowell, Massachusetts, 1948) fotografou um Andy Warhol travestido, numa sessão de dois dias. Oito perucas e 349 disparos depois estava pronto o projecto "Imagem alterada" .

O projecto deu agora origem a um livro com pouco mais de 100 fotografias com o título "Lady Warhol". Será lançado pela editora espanhola La Fábrica no próximo dia 3 de Novembro, em Madrid.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Paris mon amour

O livro "Paris mon amour" de Jean-Claude Gautrand, é uma viagem pela bela capital francesa, através de 233 trabalhos de fotógrafos como Cartier-Bresson, Robert Doisneau, Jeanloup Sieff, entre outros .
O livro é de grande formato, as fotos a preto e branco e a edição é da Tashen.
Jean Claude Gautrand, nascido em 1932, é um dos maiores especialistas franceses de fotografia e fotógrafo profissional desde 1960.

Adquiri o meu exemplar por 9,99 €, na loja FNAC, de Gaia.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Ricky Dàvila", monografia

Série Iberica
Ricky Dàvila

Ricky Dàvila (Bilbau, 1964) é licenciado em Biologia. Estudou fotografia em Nova Iorque e foi fotojornalista durante dez anos nos jornais El Sol e El País Semanal e na agência Cover.
Ganhou vários prémios, entre os quais, o Ortega e Gasset (1994), Fotopress (1995), World Press Photo e Best American Pictures.
Tem publicados os livros "Manila", "Ibérica" e "Nuvens de um céu que não muda".
Foi agora editada a sua monografia com 144 páginas, na Colecção Lunwerg Photo.
Pode ver aqui a sua exposição "Ibérica".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Desde el cero" de Montserrat de Pablo

© Montserrat de Pablo
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Desde el cero” é uma exposição da fotógrafa Montserrat de Pablo (Madrid, 1967) e resultado de imagens obtidas em cerca de 40 corridas na Praça de Touros de Las Ventas, em Madrid, entre 2000 e 2009.

São 47 fotografias 24x36 cm a preto e branco, pois como explica Montserrat: "Quando comecei a facer fotografias taurinas, decidi prescindir da cor porque assim se perdia a noção do tempo. Apesar de serem realizadas em diferentes tardes, agrupei-as por sequências e parecem momentos de uma mesma corrida".

A exposição é comissariada por Chiqui Abril e pode ser vista em Sevilha no Estúdio Gavira (Rua Gracia Fernández Palacios, 3), até ao dia 24 de Abril.

Esta exposição é acompanhada pela edição do livro “Desde el cero” com edição limitada a 60 exemplares numerados e assinados pela fotógrafa com uma introdução de María Vela Zanetti e um texto de António Caballero.

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Lugares Alentejanos", no CPF


Até 18 de Abril pode ser vista no Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação – Porto) a exposição “Lugares Alentejanos”.

Buscámos, primeiro, o lugar do Alentejo na obra de escritores e poetas portugueses que lhe pertencem por nascença ou adopção e em cuja prosa ou verso reside, ao longo de pouco mais de século e meio, a «viva, obsidiante memória» dos seus lugares e gentes.
Confiámos depois a catorze oficiais da arte da fotografia e do desenho a leitura dessas outras tantas obras, romances, crónicas e poemas, através de sete imagens suscitadas pelos trechos que agora as ilustram, os que mais especialmente lhes aguçaram o olhar. A estas leituras que atravessam o tempo no modo de imagem, ordenadas pela idade dos seus autores, acrescentámos uma outra, no modo de escrita, de sete retratos das luzes e sombras do Alentejo tirados da obra do fotógrafo eborense Eduardo Nogueira (1898-1969
).”

A exposição reúne 39 fotografias e seis ilustrações. As fotografias são de Luísa Ferreira, Bruno Portela, Leonel de Castro, José Manuel Ribeiro, Bruno Rascão, Céu Guarda, Fernando Veludo, Pedro Letria, Luís Barra, António Carrapato, Luís Vasconcelos e Luís Ramos e os desenhos de Henrique Cayatte e José Pinto Nogueira.

Estes “Lugares Alentejanos” foram imaginados e realizados pela Estação Imagem, associação cultural sediada em Mora que, através de iniciativas pluridisciplinares de carácter documental centradas no Alentejo, se dedica a guardar, fomentar e divulgar a memória pela imagem.

Um livro homónimo acompanha a exposição.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Jordi Socías" na PhotoBolsillo

© Jordi Socías
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A actriz espanhola Penélope Cruz (Madrid, 28Abr74) numa fotografia obtida em 1993. A imagem foi tirada em casa do fotógrafo Jordi Socías (Barcelona, 1945), da agência Cover e editor gráfico do El País Semanal.

Esta e outras 80 imagens a preto e branco fazem parte do livro “Jordi Socías” integrado na colecção PhotoBolsillo, editado por La Fábrica e disponível no mercado durante o mês de Março.

Pela objectiva de Socías passaram, entre outros, Penélope Cruz, Luis Gordillo, Bernardo Bertolucci, Javier Bardem, Paloma Picasso, Vittorio Gassman, Fernando Fernán Gómez, Juan Marsé, Adolfo Suárez, Françoise Hardy e Manuel Fraga.

Jordi Socías, diz: "distingues-te como olhas: as boas fotos são feitas por ti, não pela câmara".

terça-feira, 2 de março de 2010

Faleceu Anna Farova

Cardeal Pacelli . Paris, 1938
© Henri-Cartier Bresson

No passado dia 27 de Fevereiro, faleceu a historiadora de arte Anna Farova, autora da primeira monografia sobre o consagrado fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson. Tinha 81 anos.

Uma fotografia sobre a visita do cardeal Pacelli a Paris, captada por Bresson,deixou-a impressionada. Em 1956, conseguiu encontrar-se com o fundador da agência Magnum e persuadi-lo a publicar com ela uma monografia na Checoslováquia.

"Senti que a fotografia poderia ter a mesma força que a pintura", disse, na altura, a historiadora. A monografia foi publicado em 1958 pela editora checa Odeon, sendo a primeira do género a ser lançado na Europa.

Anna Farova publicou também livros sobre a vida e obra de outros fotógrafos de renome como Werner Bischof, André Kertesz, Elliott Erwitt e Robert Capa.

Nascida em 1928 em Paris, no seio de uma família franco-checa, Anna Farova viveu em Praga, onde foi perseguida pelo regime comunista, sobretudo por ter apoiado abertamente o manifesto "Carta 77" a favor dos Direitos do Homem, redigido pelo então dramaturgo dissidente Vaclav Havel, que viria a tornar-se presidente do país, em 1989.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O México de Leo Matiz

Don Quijote
© Leo Matiz
-
O México recebeu uma homenagem através do olhar do fotógrafo colombiano Leo Matiz (Arataca, 1917-Bogotá, 1998), cujo trabalho sobre aquele país foi recolhido no livro “El México de Leo Matiz” apresentado ontem e co-editado pela Secretaria da Cultura da Cidade do México e pelas Edições El Equilibrista.

No livro estão retratados os esquecidos, os indígenas, as crianças, os velhos e as paisagens, que a sua câmara captou durante os dez anos que permaneceu no país, após percorrer a pé toda a América Central, vivendo dos seus trabalhos de caricatura.

O trabalho fotográfico está acompanhado no livro, pelo texto do historiador mexicano Luis Martín Lozano, que realizou uma investigação sobre a presença do artista colombiano no México.

"O meu pai adorou o México não só pela sua luz, suas cores e seus aromas, mas também porque foi a pátria que lhe estendeu as mãos e o brindou com amigos incomparáveis", declarou Alejandra Matiz.
Os pintores José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros, Diego Rivera e Frida Kahlo, a actriz María Félix, o realizador espanhol Luis Buñuel, o compositor Agustín Lara, os actores Mario Moreno “Cantinflas” e Pedro Armendáriz, foram alguns dos que privaram com o fotógrafo.

A Fundação Leo Matiz doou recentemente ao Museu Arquivo da Fotografia da Cidade do México 15.000 positivos, 500.000 negativos e 300 câmaras fotográficas, além de cartas e recortes de imprensa que pertenceram ao fotógrafo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Páre, escute e olhe

© Leonel de Castro

Editado pela Civilização Editora “Páre, Escute, Olhe” com fotografias de Leonel de Castro e textos de Jorge Laiginhas está nas livrarias.

É um documentário fotográfico motivado pela supressão da chamada Linha do Tua, que irá ficar submersa após a construção de uma barragem.

Os registos fotográficos captam não só a enorme beleza e dignidade da paisagem, como a própria vida da linha ferroviária: as pessoas que a utilizam, a presença dos carris e do comboio na terra e na vida das gentes da região”.

Este livro está associado ao documentário de Jorge Pelicano, com o mesmo nome, que tem ganho diversos prémios nacionais (num só dia ganhou 6 prémios).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Silêncios", uma exposição de Gageiro

Vilar Formoso,1970
© Eduardo Gageiro

Trinta fotografias de Eduardo Gageiro captadas nos últimos 50 anos foram reunidas na exposição “Silêncios” que é hoje inaugurada na livraria Círculo das Letras ( Rua Augusto Gil, 15B – Lisboa).

As imagens foram publicadas em 2008 no livro com o mesmo título, com duas centenas de fotografias, acompanhadas por textos da escritora Lídia Jorge e editados pela Mãe d’Água.
Na inauguração, às 19h00, além do autor, vai estar presente Maria Antónia Palla para falar sobre a obra de Gageiro, uma das grandes referências do fotojornalismo em Portugal, galardoado com mais de trezentos prémios.

Gageiro trabalhou como fotojornalista, entre outros, no “Diário de Notícias”, “O Século Ilustrado” e revista “Sábado”.

A exposição pode ser vista até 6 de Fevereiro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Olhar Niemeyer, Look at Niemeyer"

Copan, São Paulo
© Tuca Vieira

Das mil e cinquenta fotografias que chegaram ao site lançado pela Comissão para as Comemorações dos 100 anos de Oscar Niemeyer - Portugal, trezentas foram seleccionadas para este “Olhar/Look at Niemeyer” (Ed. Teorema). Chegaram imagens do Brasil, Itália, Inglaterra, França, Portugal e Líbano, correspondendo aos países onde Niemeyer tem obra.
As fotografias de 103 autores, estão reunidas no livro bilingue português-inglês "Olhar/Look at Niemeyer", que foi lançado ontem em Lisboa. No dia em que Oscar Niemeyer faz 102 anos.
Niemeyer, certa vez afirmou que não é o ângulo recto que o atrai, mas "a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida".

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Macau, para sempre

Fortaleza
© António Mil-Homens

Portugal administrou Macau durante 442 anos. 10 anos depois da transferência de poderes de Portugal para a República Popular da China, a fotografia faz parte dos eventos comemorativos.

Macau, para sempre” é o título da exposição de fotografia de António Mil-Homens, que decorrerá até 4 de Janeiro no the Venetian Macao, em Macau.

Com fotografias de 1996, 1999 e outras já tiradas em 2006, António Mil-Homens recorda a Macau moderna, mas também a Macau antiga que já não existe devido ao boom da construção que chegou com a liberalização do jogo.

Macau corre no meu corpo desde o primeiro contacto visual e olfativo. É uma espécie de animal adormecido … mas pronto a saltar ao mínimo som, odor, imagem, associados à sua ambiência, às suas gentes, suas cores … ou ausência de cor. Porque Macau joga com o claro/escuro, o vermelho e o preto, o arco-íris e os cinzentos, a alegria e a serenidade, o drama por vezes e a paz”, diz António Mil-Homens.

Com o mesmo título da exposição, foi editado um livro com 88 fotografias, uma parceria da "De Ficção Multimédia Project" e da Casa de Portugal em Macau.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lisboa, Cidade Triste e Alegre


Em 1959, Victor Palla (1922-2006) e Costa Martins (1922-1996) aliaram toda a sua criatividade , a um grande esforço económico para dar forma de livro (distribuído por fascículos) ao trabalho fotográfico que desde 1956 desenvolviam juntos nos bairros históricos de Lisboa.

Escrevia António Sena na História da Imagem Fotográfica em Portugal, 1839-1997 (Porto Editora, 1998):
"A reacção do público foi, em geral, de repulsa e indiferença. A observação de que eram fotografias "escuras" ou "tremidas" e expostas ou publicadas "a metro", foi frequente. O livro foi um fracasso editorial. O esquecimento foi quase imediato. Para se ter uma ideia do desinteresse, em 1982, uma quantidade apreciável de fascículos que tinham sobrado do livro, consistindo em mais de metade da edição, estavam numa cozinha da Associação Portugal-Cuba e nem a Biblioteca Nacional nem as bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa ou da Gulbenkian possuíam qualquer exemplar".

Depois da primeira edição, o livro foi redescoberto , em 1982, quando António Sena o recuperou através da exposição Lisboa e Tejo e Tudo, na galeria Ether . Dos fascículos que estavam por encadernar , fizeram-se cerca de 200 cópias. Esta segunda vida dá-lhe alguma cotação internacional.

Agora, 50 anos após a primeira edição Lisboa, Cidade Triste e Alegre,o único álbum português referenciado na bíblia mundial dos livros de fotografia - The Photobook: A History (Phaidon, 2004) – como um dos melhores livros de fotografia da Europa do pós-Guerra, vai ser finalmente reeditado pela mão dos fotógrafos José Pedro Cortes e André Príncipe. O acontecimento terá lugar no próximo mês de Dezembro, com o apoio do Centro Português de Fotografia.

Encontrei aqui um exemplar à venda por 2.200 euros. Do descritivo consta: "Encadernação de origem faltando no entanto a sobrecapa. Este exemplar apresenta um pequeno corte transversal na parte inferior da primeira página. Bom estado de conservação da capa e das restantes páginas do livro. PRIMEIRA EDIÇÃO, "Dos muitos photobooks de cidades europeias, esta é um das melhores. Este é considerado o melhor livro de fotografias português de todos os tempos. As fotografias são intercaladas com poemas inéditos de escritores, como Alexandre O`Neill, Armindo Rodrigues, David Mourão-Ferreira, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena e José Gomes Ferreira. Este livro é um magnífico hino visual a Lisboa. Exemplar MUITO RARO E VALIOSO".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Portugal Aos Meus Olhos" de Mel Sewell

©Mel Sewell

O fotógrafo inglês Mel Sewell lançou no final de Setembro, no Centro Português de Fotografia (Porto), o seu livro "Portugal Aos Meus Olhos", uma edição de luxo com fotografias a preto e branco de Portugal.

O texto é bilingue e inclui uma introdução a Portugal e a razão da estadia do fotógrafo no nosso país. As imagens foram obtidas durante um período de 12 anos.

Trata-se de um livro tamanho "coffee table" (mesa de café), ou seja, grande formato, de 160 páginas com 74 fotografias a preto e branco e de edição limitada a 500 exemplares, obedecendo a um conceito de abordagem ao mercado editorial inovador.

"A inovação consiste em que não há neste momento uma edição real para mostrar, o livro existe em suporte informático, mas só pode ser visto e encomendado na internet”.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Photografias de meu avô Jacinto


"A Praia Formosa, photografias de meu avô Jacinto A. Moniz de Bettencourt, Ilha da Madeira", é o título de um livro da artista plástica Lourdes Castro sobre as memórias da casa onde nasceu e foi criada, na Madeira, que "ao recorrer a fotografias de alguns familiares pretendeu, desta forma, criar um livro com uma visão intimista de uma realidade passada".

Numa evocação saudosa desse passado Lourdes Castro recorda no livro que, para ir ao banho na Praia Formosa, “ (...) descíamos do areão, desviávamo-nos das tabaibeiras, pelo caminho funcho bravo, goivos da rocha, aromas brancos. Atravessávamos as bananeiras já lá em baixo e estávamos na praia, tão vasta, tão larga. Formosa porque vazia! (...) Hoje, como um quarto atravancado de móveis, a Praia Formosa encheu-se de imóveis. Agradeço ao Avô ter deixado o seu olhar da beleza deste sítio. E grata ao céu e à terra eu ter começado a respirar aqui”.

O livro foi editado pela Assírio & Alvim, numa produção do Museu de Serralves.

Com o mesmo nome está patente uma exposição na galeria Porta33, no Funchal (Madeira) com ampliações de fotografias tiradas há cerca de um século na Madeira, pelo avô da artista.
Os negativos em vidro das fotografias do avô de Lourdes Castro - Jacinto A. Moniz de Bettencourt - foram preservadas em três caixas de madeira e permaneceram assim até 2006 , quando foram entregues ao Centro Português de Fotografia, no Porto, que as digitalizou.

Até 3 de Outubro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Porto, visto por Markus Zuber

Porto sem fim” é uma exposição do fotógrafo suiço Markus Zuber. É também o título de um livro editado no final de 2007, com poemas de Eugénia Soares Lopes.

Zuber veio ao Porto por acaso, mas as luzes da cidade encantaram-no e ele voltou várias vezes para captar esse encanto.

No prólogo do livro, disse Pedro Guedes de Oliveira: “ Quando se vive muito tempo numa cidade, sente-se mais do que se vê. Mas a cidade que vejo através da câmara de Markus Zuber é a cidade que eu sinto: o Porto dos recantos e detalhes que uma visão superficial esconde; os dias cinzentos e as noites de neblina; o sol que também brilha e nos devolve uma cidade que chega a ser alegre; a vista de fora mas também o olhar íntimo: robustez, austeridade e uma reconfortante sensação de seriedade”.

Até Julho, na ECLA – Alfarrabista (Rua da Boavista, 591 – Porto).

Pode ler aqui, uma entrevista com Zuber.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quem será ?

©Pierre-Olivier Deschamps

Esta semana adquiri o livro “Um fotógrafo em Abril”. Uma edição da Editorial Caminho, de 1999.
As 25 fotografias do livro são de um fotógrafo que estava no início da sua carreira e tinha sido enviado para Portugal , pela Agência Sygma, para fazer a cobertura dos acontecimentos resultantes do 25 de Abril de 1974.

Quem será este fotógrafo ?

Quem quiser participar terá que indicar nos comentários o nome do fotógrafo e escolher uma fotografia do blog http://gravidosilencio.blogspot.com/ .

O primeiro leitor que acertar no nome do fotógrafo, receberá como prémio uma impressão da fotografia escolhida.
O vencedor será anunciado no próximo dia 19.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rangel, referência da fotografia moçambicana

As três Marias, Casablanca Bar, 1970
© Ricardo Rangel

Ricardo Rangel (Maputo, 1924) é a referência máxima da fotografia moçambicana. Em 1996, chegou o seu reconhecimento internacional, quando foi incluído na mostra “Fotógrafos africanos de 1940 aos nossos dias” (Museu Guggenheim, Nova Iorque) e numa homenagem prestada pelos Encontros da Fotografia Africana (Bamako, Mali).

O seu percurso começou em 1941, como aprendiz do fotógrafo Otílio Vasconcelos. Lourenço Marques Guardian , Notícias, Notícias da Tarde , A Tribuna , Diário de Moçambique, Voz Africana e Notícias da Beira , foram jornais onde trabalhou. Fundou a revista “Tempo”, o Sindicato Nacional dos Jornalistas – SNJ e a Associação Moçambicana de Fotografia – AMF . Em 1983, foi nomeado para fundar e dirigir o Centro de Formação Fotográfica - CFF, onde continua a trabalhar como director.

Expôs em Moçambique, Mali, Itália, África do Sul, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Zimbabwe, Holanda, Suécia e França.

Sebastião Salgado disse, numa exposição em Paris, ter sido bastante marcado pelas fotos de Ricardo Rangel, quando as viu, em 1974, na sua primeira viagem a Moçambique.

Numa entrevista ao jornal “Público”, em Junho de 1991, Rangel afirmou que começou a tomar consciência da importância das suas fotografias pelo facto de a censura as cortar.

Licínio de Azevedo, cineasta brasileiro radicado em Moçambique, fez em 2006 um documentário de 52 minutos intitulado “Ricardo Rangel – ferro em brasa” em que Rangel nos conduz pela sua vida e obra, onde a cidade de Maputo, a boémia e o jazz tem um lugar especial.

A fotografia publicada neste “post”, faz parte do livro de Ricardo Rangel, “Pão Nosso de Cada Noite“, fotografias preto-e-branco na noite dos anos 60 e 70 do século passado, tiradas na então rua Major Araújo (hoje Bagamoyo), à época coração da boémia e prostituição da cidade ou como disse Alexandre Pomar “fotografias de uma outra guerra que se travava nas noites da Rua Araújo, ao longo dos anos 60 de Lourenço Marques”.