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terça-feira, 19 de maio de 2009

Ligeiramente desfocado

Praia Omaha, proximidades de Collevile-Sur-Mer, 6 de Junho de 1944
© Robert Capa

Slightly Out of Focus, publicado em 1947 pela Henry Holt and Co., de Nova Iorque, reuniu textos e fotografias de Robert Capa, sobre a Segunda Guerra Mundial.

Agora a "La Fábrica" editou-o em castelhano, com o título Ligeramente desenfocado.

O livro, é sobretudo o diário de um fotógrafo comprometido com a guerra. Enviado pela revista Collier's, Capa participou nas campanhas de França, Itália e Alemanha e é do desembarque na Normandia (6 de Junho de 1944) o relato mais marcante. Capa foi um dos quatro fotógrafos autorizados a acompanhar as primeiras forças aliadas. Das 106 imagens que efectuou só se salvaram oito devido a um erro do assistente do laboratório, ao secar os negativos.

"O correspondente de guerra tem nas suas mãos a sua maior aposta, a sua vida, e pode eleger o cavalo em que a vai apostar, ou pode guardá-la no bolso no último segundo. Eu sou um jogador", escreve Capa.
O seu irmão, Cornell, comenta na introdução de Ligeramente desenfocado: Ao tomar esta decisão seguia o conselho que muitas vezes dava: "Se não são suficientemente boas é porque não estás suficientemente perto".

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Esperando Robert Capa

Gerda Taro e Robert Capa, Paris 1935
© Fred Stein

Esperando Robert Capa é o título da novela com que a escritora galega Susana Fortes, ganhou a 14ª edição do Prémio Fernando Lara.

A escritora que sempre começa as suas novelas com uma imagem, desta vez inspirou-se na da jovem Gerda Taro(1910-1937), dormindo numa cama estreita e com o pijama de Robert Capa vestido.

A novela abarca o período de 1935 em Gerda e André Fridman (aliás, Robert Capa), ambos fotógrafos, judeus e refugiados se conhecem em Paris, até 1937 ano em que ela morre na Batalha de Brunete, em Espanha.
Dois anos intensissimos, de amor e de guerra, com uma relação complicada e dificil, que nada tinha a ver com os cânones da época”, disse Susana Fortes.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Essência e memória

A Chiado Editora, vai lançar no próximo dia 22 de Abril o livro “Essência e memória” com imagens de 41 autores contemporâneos.
A cerimónia vai decorrer na Associação 25 de Abril, em Lisboa.

O livro será ainda apresentado,nos dias:
. 08 de Maio de 2009, em Braga, na Livraria Centésima Página
. 16 de Maio de 2009, no Entroncamento, no Centro Cultural
. 30 de Maio de 2009, em Palmela, no Espaço Fortuna
. 04 de Julho de 2009, em Tarragona (Espanha), no café bar La Vaqueria

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Viagem sublime", de António Canelas

Viagem Sublime” é o titulo de um livro de fotografias de António Canelas, lançado no passado dia 6 de Abril no El Corte Inglés, em Gaia.

Para o professor e fotógrafo, que já colaborou com o "Jornal de Notícias" e "A Bola", é o concretizar de um sonho.

Mário Augusto, jornalista da SIC, escreveu o prefácio do livro e descobriu nele "memórias do meu passado e de recordações". O jornalista e especialista em cinema reflecte sobre a magia da fotografia de António Canelas, que "pode ser para os nossos olhos uma viagem cheia de movimento".

Segundo António Canelas: “O Passadiço de Gaia foi e é uma fonte de inspiração inesgotável, de afectos e de emoções, de sensações espantosamente humanas, um esplendor gratuito nascido da luz, do mar, do vento, da areia e … dos seres humanos que nele se passeiam.Figuras humanas quase ausentes, mas paradoxalmente sempre presentes, na essência mesma do que somos, no que vemos e sentimos.Mas… as imagens perduram, inesquecíveis, parte integrante do nosso museu visual imaginário, levando-nos a novas viagens de descoberta e admiração, numa contínua surpresa para os sentidos.A Viagem é aqui uma visão pessoal, íntima, deliberada e obstinada, na procura da inspiração na natureza, nas formas into-cadas, no sentimento lírico e poético que ela em nós desperta.Por mim passou também a cor – o preto e branco. O encantamento mágico e o encantamento dos seus matizes, são para mim a forma mais colorida de visionarmos o mundo que nos rodeia e de, com simplicidade – a preto e branco – vermos a sua luz.E essa visão estética de cor é bem explícita nessas imagens aqui presentes, que se tornam como que dramáticas ou pungentes, cheias de expressão e sentido, transmitindo-nos sensações múltiplas, simples e complexas, de uma rara, creio-o, beleza pictórica, inseridas num fundo deslumbrante e homogéneo (...)."

A exposição das fotografias, decorre entre os dias 3 e 18 de Abril, no Auditório Cultural do El Corte Inglés, em Gaia.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Faleceu Helen Levitt

A group of children looking at bubbles, Nova Iorque 1945
© Helen Levitt

Esta é uma das célebres fotografias a preto e branco que Helen Levitt tirou em 1945: quatro raparigas caminham pelo passeio com o olhar fixo em cinco bolas de sabão que sobem no ar.

Levitt, uma fotógrafa chave na história da fotografia do século XX, teve como primeiros mestres duas lendas: o americano Walter Evans, que a iniciou no uso do laboratório, e o francés Henri Cartier-Bresson, que a influenciou na compra de sua primeira câmara, a eterna Leica de 35mm.

Foi essencialmente a "poeta-fotógrafa suprema das ruas e da gente de Nova Iorque", nas palavras de Adam Gopnik, da revista New Yorker, um dos poucos críticos a quem concedeu uma entrevista. Os bairros de Harlem, Yorkville e Lower East Side, eram os seus locais de eleição.

Em finais dos anos 40, deixou a fotografia - a que voltaria mais tarde - tentada pelo documentário depois de conhecer o realizador espanhol Luis Buñuel.

Tem publicados, "A Way of Seeing" (1965), "In the Street: Drawings and Messages 1938-1948"(1987), "Helen Levitt: Mexico City" (1997),"Crosstown", de 2001, e "Here and There", de 2003.

Faleceu em Nova Iorque a 29 de Março, com 95 anos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

China, retrato de um país

©EFE

Uma exposição na Casa da Ásia de Barcelona mostra, através de 66 fotografías, os últimos sessenta anos da história quotidiana, cultural e política da China.

China, retrato de um país (1949-2008)”, é o título da mostra, que abarca o período que vai de 1949, quando os comunistas liderados por Mao ganharam a guerra civil aos nacionalistas, até 2008, em que uma nova geração pós-Mao vive a sua vida de forma radicalmente diferente daquele que viveram os seus pais e avós.

Foi realizada a partir de uma investigação de quatro anos, do fotógrafo e jornalista Liu Heung Shing em arquivos públicos e privados. O ano passado, através da Tashen tomou a forma de livro (China. Retrato de um país (1949-2008) e em Novembro esteve em exposição no Today Art Museum de Pekín.

Nesta mostra predominam as fotografías de camponeses, soldados do Exército de Libertação do Povo, operários, actores, escritores e crianças e as imagens procedem de fotógrafos anónimos, do regime e de artistas actuais.

No Verão poderá ser apreciada na Casa da Ásia de Madrid.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pickpocket


O que Rita Azevedo Gomes retirou de Bresson são “os fragmentos, os pormenores, os silêncios”. As fotografias a preto e branco a partir dos fotogramas dos filmes, e incluidas agora no livro Pickpocket, têm mais de 30 anos. Foram feitas para outro ciclo Bresson, então na Gulbenkian. Quando o catálogo foi mostrado ao produtor ele saltou: “Isto é ilegal!”. Mas quando o próprio Bresson viu o catálogo , respondeu “Ça c`est du bon travail”. São estas imagens aprovadas pelo cineasta que vingam agora.

Fonte: Visão

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sarajevo:O último assédio. 1992-2008

©Gervasio Sánchez

Para muitos historiadores, o século XX terminou en 1992, em Sarajevo, quando a barbárie, em forma de limpeza étnica, voltou ao coração da Europa. É um momento chave do nosso tempo a que nunca regressaremos suficientes vezes. Gervasio Sánchez é um repórter persistente: o seu trabalho sobre as vítimas das minas anti-pessoais, pelo qual recebeu o último Prémio Ortega e Gasset, prolongou-se ao longo de anos. Foi o fotojornalista espanhol que mais tempo passou em Sarajevo durante a guerra (1992-1995).

"Ali aprendi que a guerra não se pode contar", escreve Sánchez no prólogo do livro que acompanha a exposição Sarajevo:O último assédio. 1992-2008. "Por muito que apures o bolígrafo, aguces o engenho ou encontres a realidade, nunca conseguirás que o leitor entenda a verdade de um conflito armado. O horror é inimaginável para quem não o viveu", prossegue. Sem dúvida, o seu trabalho em Sarajevo mostra-nos como a guerra deixa nas pessoas feridas que nunca se curam, mas também porque nos ensina que as cidades, os seres humanos, são capazes de sobreviver ao mal. O livro de Gervásio Sánchez é uma obra que vai muito mais para além da Bósnia, é um trabalho que se abre a todas as guerras, a todas as mortes.

Sarajevo:O último assédio. 1992-2008 estará patente no Centro de História de Saragoça, até ao dia 29 de Março de 2008

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Lisboa Song

©Amy Yoes

Mega Ferreira, o ex-jornalista e actual presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém vai publicar esta semana um texto que considerou perdido durante muitos anos. “Lisboa Song”, lançado pela Sextante Editora, são duas conversas duplas, uma entre as personagens da história e outra entre o escritor e a fotógrafa.
A escritora Marguerite Duras e a fotógrafa Amy Yoes surgem como musas co-inspiradoras do novo livro de António Mega Ferreira. Da francesa veio um título que relembra o famoso India Song e da norte-americana, as fotografias a preto e branco que tirou em Portugal há algumas décadas.O título Lisboa Song fica explicado, mas, no que respeita às fotografias, o escritor necessita de evocar os anos 90 para se entender a razão da sua existência neste novo livro de Mega Ferreira: " É uma narrativa que nasceu exclusivamente ao ter visto as fotografias da Amy Yoes."
O autor recorda que as teve pela primeira vez na mão em 1990 ao vê-las durante um encontro com o casal - Amy Yoes, a fotógrafa, e Jorge Colombo, o designer - depois de as retirar de dentro de duas pequenas caixas que estavam em sua casa. "Eram estas fotografias que agora se reproduzem, mas havia muitas mais que estavam guardadas em duas caixinhas pequenas com provas fotográficas, exactamente deste formato como as que agora são publicadas", diz.Na altura, conta, "vi as fotografias e achei-as extraordinárias. Comecei a olhar bem para elas e disse para mim mesmo: quero escrever sobre isto. Só não sabia bem o quê?"
Para Mega Ferreira, o que aconteceu foi que se impregnou do significado das imagens e, passo seguinte, tentou esquecê-las para ser capaz de escrever uma história que se articulasse com as que mais gostava: "As fotos não ilustram nada! São dois discursos paralelos e onde há uma contaminação porque me deixei impregnar pela delicadeza das fotografias que me pareceram, de alguma forma, retratar um certo espírito de Lisboa". Daí que, muito rapidamente, lhe tenha surgido um título em torno de Canção de Lisboa, que tinha a ver com a ideia de alguém (Amy Yoes) que vem do estrangeiro e se apaixona por uma pessoa de cá (Jorge Colombo).

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Harmonia fractal

La acacia de la vida
© Héctor Garrido

Ainda que à primeira vista pareçam pinturas abstractas, tudo o que se vê é pura natureza: A zona protegida de Doñana vista do céu.
As cores fosforescentes têm origem orgânica, fruto da reflexão da luz sobre algas microscópicas e bactérias que crescem nas marismas.

Armonía Fractal de Doñana y las Marismas”, é uma exposição actualmente em Sevilha, um livro a ser editado pela Lunwerg e uma página web com imagens e textos de escritores como Luis Landero e José Saramago.
Os autores são o fotógrafo Héctor Garrido e o especialista em cristalografía Juan Manuel García.

"Queremos mostrar a diferença entre a simetría da natureza e a simetría do ser humano".

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Espólio fotográfico português

A obra “Espólio Fotográfico Português”, coordenada pelo professor doutor Fernando de Sousa e editada pelo CEPESE, foi lançada no dia 15 de Dezembro de 2008.

Esta obra, com base no espólio legado pela casa Foto Beleza retrata a grandiosa cobertura fotográfica que existe de todo o País desde o início do século XX.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Poses e flagrantes

Ana Maria Mauad estudou imagens produzidas ao longo dos anos no Brasil e registrou o resultado de suas reflexões no livro Poses e flagrantes: ensaios sobre história e fotografias . O lançamento da obra acontece hoje, dia 4 de dezembro, às 19h30, na Sociedade Fluminense de Fotografia (SFF), em Niterói.

Desde 1992, Ana Maria Mauad dedica-se a estudar o uso da fotografia pela história tanto como fonte de informação – imagem-documento – quanto como forma de representação social.
Para Ana Mauad, é preciso desnaturalizar a imagem, pois “ela é histórica e sempre envolve um propósito, uma vontade social”.

Leia aqui uma entrevista com a autora.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Retratos Falantes


Munido de uma máquina fotográfica e de folhas de papel em branco, o fotógrafo Paulo Fridman, começou a fotografar pessoas nas ruas, pedindo que elas respondessem, nas folhas em branco, a três perguntas: Quem é você? O que você pensa do futuro do Brasil? Qual é o seu sonho?

O seu trabalho foi editado em livro com o título Retratos Falantes.

Leia mais

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"África" de Sebastião Salgado

África” o lugar de todos os lugares foi fotografado durante 30 anos por Sebastião Salgado .
A obra divide-se em três partes. A primeira debruça-se sobre a região sul do continente, juntando imagens a preto e branco de paisagens e povos de Angola, Moçambique, Malawi, Zimbabwe, Namíbia e África do Sul.
A segunda parte centra-se na região dos Grandes Lagos, com fotografias do Quénia, Congo, Tanzânia, Uganda, Burundi e Ruanda.
A terceira e última parte dedica-se à região sub-sariana, nomeadamente a países como Etiópia, Mali, Senegal e Sudão.

Com textos de Mia Couto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Crónicas portuguesas

©George Dussaud
'A fotografia em Georges Dussaud repousa sobre a sua sensibilidade. Não se trata de mostrar o real, mas de interpretá-lo, trabalhar sobre intuições. O preto e branco, a luz natural, a utilização de filmes de grande sensibilidade destacam uma dimensão estética e plástica, e destroem o aspecto rigoroso da disciplina'.
(Alexandra Gillet in La Griffe)

As "Crónicas Portuguesas".

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eduardo Gageiro publica "Silêncios"

Uma selecção inédita de duas centenas de fotografias captadas por Eduardo Gageiro nos últimos cinquenta anos foi reunida no seu livro mais intimista de sempre, "Silêncios", que será lançado hoje na Mãe d'Água, em Lisboa.

Este fotógrafo está também preocupado com o seu espólio, tentando encontrar parcerias para “o deixar em boas mãos”.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Fotobiografia de Joshua Benoliel


O Círculo de Leitores vai editar uma colecção de fotobiografias. As oito figuras escolhidas são: Amália, Pessoa, Vasco Santana, Amélia Rey-Colaço, José Afonso, Joshua Benoliel, Souza-Cardoso e Pardal Monteiro.
Joshua Benoliel, é considerado o percursor do fotojornalismo em Portugal.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Imagens contra a indiferença

Fotografia: Karel Prinsloo / AP

Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional), lançou um álbum de fotografia, "Imagens contra a indiferença", em que pretende "dar rosto aos sem rosto".

"Cada fotografia encerra uma história. Parafraseando Vitor Hugo, eu quis dar rosto aos sem rosto, foi uma maneira de lhes dar rosto, ficaram muitos milhares e milhões a faltar, mas aqueles pelo menos ficaram retratados. Muitas pessoas morrem sem deixar rasto, nem têm bilhete de identidade, nascem e morrem sem ninguém saber que existiram. Foi uma maneira de lhes dar um rosto e de saberem que não morreram assim, anonimamente", disse Fernando Nobre.
Texto completo

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Colecção Mestres da Fotografia

Fotografia: Dorothea Lange

Doze das grandes referências mundiais da fotografia, desde Robert Doisneau, passando por Sebastião Salgado, até Dorothea Lange, estão reunidas numa só colecção que o Expresso está a publicar desde 12 de Setembro. Cada volume inclui 5 litografias das melhores fotografias do autor.

ver Colecção completa