Mostrar mensagens com a etiqueta Fotógrafos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotógrafos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sebastião Salgado ou "O drama silencioso da fotografia"

Campo de Shamak para afegãos deslocados. Pul-i-Kumri, norte do Afeganistão. 1996
© Sebastião Salgado
O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, nasceu em Aimorés (Minas Gerais) em 1944. É hoje um dos mais respeitados fotógrafos mundiais.

"Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" diz Sebastião Salgado, que entrou no mundo da fotografia já depois dos 30 anos e de um doutoramento em economia.

Neste vídeo conta a sua história pessoal de uma arte que quase o matou, mostrando também fotografias do seu projecto “Génesis” que engloba pessoas e lugares esquecidos.

Veja aqui legendado em português o “drama silencioso da fotografia”.

sexta-feira, 15 de março de 2013

José Ortiz Echagüe


Siroco del Sahara, 1965 © José Ortiz Echagüe

O espanhol José Ortiz Echagüe (Guadalajara, 2 de Agosto de 1886 – Madrid, 7 de Setembro de 1980) foi um engenheiro militar, piloto, fundador da indústria de automóveis SEAT e fotógrafo.
 
Começou a fotografar com 12 anos. Aos 15 anos, recebe uma nova câmara fotográfica, denominada “Photo Esphère”. Em 1903, ingressou na Academia de Engenheiros Militares de Guadalajara, servindo posteriormente na Unidade de Balões Aerostáticos, durante a Guerra do Norte de África.

No âmbito da fotografia artística é um dos fotógrafos espanhóis mais conhecidos e um dos mais reconhecidos internacionalmente. Em 1935, foi considerado pela revista American Photography um dos três melhores fotógrafos do mundo.

Capturou imagens por toda a Espanha e publicou “Tipos y Trajes de España” em 1930, “España. Pueblos y paisajes” em 1939, “España mística” em  1943 e “España. Castillos y alcázares” em 1956.
Deixou um legado com cerca de 1.500 positivos originais, mais de 28.000 negativos, além de equipamentos fotográficos. Deixou ainda uma biblioteca especializada, documentação e a sua colecção particular de fotografias de outros autores.
 
No Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Barcelona, pode ser vista de hoje até 21 de Julho de 2013, a exposição “Norte de África”, constituída por 78 fotografias pertencentes à colecção do Museu da Universidade de Navarra, material procedente do Arquivo Geral Militar de Madrid e documentação diversa.
Pode ver aqui mais obras do fotógrafo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Os nenets, de Sebastião Salgado


South Yamal, Sibéria, Rússia, 2011© Sebastião Salgado
Os nenets são um povo nómada de etnia samoieda que vive na Nenetsia, na região da Sibéria. Estima-se que a população nenets seja de cerca de 40000 indivíduos e o respeito pela terra e pelos recursos são parte integrante da sua filosofia de vida.
O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado dedicou-lhes um trabalho que pode ser visto aqui.

Aqui pode ver um pequeno documentário sobre este povo. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Cyrcus", na natureza


Cyrcus, Jacarta/Indonésia © Lessy Sebastian

Lessy Sebastian é um fotógrafo de Jacarta (Indonésia) que obteve esta espantosa imagem.

Segundo Sebastian: “o botão da flôr foi acrescentado propositadamente à pilha de folhas que as formigas estavam a transportar e esperei que alguma o apanhasse”.

A formiga pode levantar uma folha com 50 vezes o seu próprio peso e esta conseguiu aguentar-se só nas pernas traseiras e agarrar a planta com a boca ao ter que percorrer um ramo de árvore.

Pode ver aqui um dos sites do fotógrafo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Albinos" de Gustavo Lacerda é destaque no Público

© Gustavo Lacerda
Segundo a Wikipédia “O albinismo é uma condição de natureza genética em que há um defeito na produção pelo organismo de melanina. Este defeito é a causa de uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele e pêlos do animal afectado
O fotógrafo brasileiro Gustavo Lacerda (Belo Horizonte, 1970) foi despertado em 2009, pelos albinos pois, segundo ele, "Eles trazem traços singelos de uma beleza em tons pastéis ressaltados na pele, nos lábios, nos olhos e nos pêlos". Desde essa época foi captando retratos que fazem parte do seu trabalho “Albinos

Este trabalho é agora destaque no suplemento P3, do jornal Público, de 29/08/2012.

Pode ver aqui o site do fotógrafo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Reza Deghati: pela esperança de um mundo melhor

© Reza Deghati


Reza Deghati (Tabriz, 1952) é um fotógrafo iraniano naturalizado francês que trabalha – entre outros - para a Time Magazine, Stern, Newsweek, Geo, Paris Match e National Geographic mostrando-nos conflitos, revoluções e catástrofes humanas, mas também as tradições, a história e sobretudo a sua esperança de um mundo melhor.

Em 1992, fundou a agência Webistan.

Em 1998, ajudou á construção de uma escola para crianças refugiadas em Baku, no Azerbeijão e, em 2001 fundou a AINA, uma ONG internacional que abriu o seu primeiro centro em Cabul, no Afeganistão.

Entre outras condecorações e prémios o presidente francês Jacques Chirac, atribui-lhe em 2005, O título de Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Céus" de Graham French

Cabo Finisterra #1 Galiza, Espanha 2011
© Graham French

O fotógrafo canadiano Graham French, tem como uma das suas principais paixões, a fotografia de nuvens.

Depois de consulta aprofundada de uma ampla documentação o fotógrafo decidiu viajar o ano passado até à Galiza, onde na localidade de Muxía, ficou alojado numa casa de turismo rural.

French escolheu a zona da Costa da Morte para fotografar o seu tema predilecto porque "é um lugar dramático, de íngremes encostas, lindíssimas praias e grandes contrastes".

Pode ver aqui outros trabalhos de Graham French.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rui Palha, na "Photo" brasileira


Rui Palha (Lisboa, 1953) é um fotógrafo amador que capta a essência das ruas de Lisboa. Nada escapa de seu olhar refinado e repleto de humanidade. Cerca de 90% do seu trabalho é desenvolvido na capital portuguesa e o seu trabalho é reconhecido internacionalmente.

Recentemente, foi a revista brasileira “Photo” que na sua edição de Fevereiro/Março de 2012, através do artigo “Elaboradas banalidades” deu a conhecer este conceituado fotógrafo português.

Em Outubro de 2010, editou o livro “Street Photography”.

Desfrute aqui de alguns trabalhos do fotógrafo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lee Jeffries e os sem-abrigo

© Lee Jeffries

Lee Jeffries, um inglês de Manchester com 40 anos, trabalha num escritório de contabilidade. Em 2008, começou a retratar os sem-abrigo, obtendo a partir daí uma enorme colecção de fotografias.

Os retratos a preto e branco dos sem-abrigo despertaram a atenção dos profissionais da área, que elogiam a sua técnica. Lee, retoca as imagens segundo diz: “Para destacar os olhos. Eles é que me atraem verdadeiramente e são sempre o ponto de partida para a emoção presente em cada fotografia”.
.
Pode ver aqui outros trabalhos de Lee Jeffries.

sábado, 24 de dezembro de 2011

A batalha do fotógrafo João Silva

João Silva a terminar a Maratona de Nova Iorque 2011

Veja aqui um vídeo com o fotógrafo João Silva, ferido em 2010 na guerra do Afeganistão.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Rimel Neffati

© Rimel Neffati
Rimel Neffat tem 27 anos e vive e trabalha em Paris. Começou a fotografar à cerca de 3 anos e a fazer auto-retratos vai para 2 anos e meio.
Diz a fotógrafa. “Eu considero a minha fotografia original como se fosse um esboço. Eu gosto da ideia de estragar a foto e abstractamente a noção do que uma fotografia é. Manter somente o esqueleto. Os meus processos de inspiração parecem obsessões que vêm de repente. Na verdade, arquitectura, movimentos como Art Nouveau e Art Deco, Toulouse Lautrec, Gustav Klimt e Arte Sacra Russa são algumas de minhas inspirações".
Neffat tem como fotógrafos favoritos, Sarah Moon, Guy Bourdin e Heinrich Kuhn.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ana Maria Robles, uma fotógrafa argentina

Almorzando © Ana Maria Robles
Ana Maria Robles, é uma fotógrafa argentina cujas imagens não nos deixam indiferentes.
Médica veterinária de profissão, a fotógrafa tem obtido vários prémios internacionais, em países como Espanha, Sérvia, India, Áustria, Inglaterra e Finlândia
Em 2006, ganhou o 2º prémio do concurso “Luz das Américas”, o que lhe permitiu ver trabalhos seus publicados na revista National Geographic.
Este ano expôs "Histórias entrelaçadas, Colonos e Guaranis” no FestFotoPo, de Porto Alegre, Brasil.
Pode ver aqui outros trabalhos da fotógrafa

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vivian Maier, uma fotógrafa desconhecida

Vivian Maier © Maloof Collection


Vivian Maier (Fevereiro de 1926 – Abril 2009) foi uma fotógrafa amadora que nasceu em Nova Iorque, cresceu na França e depois voltou aos Estados Unidos para viver como ama, em Chicago. Durante os 40 anos que viveu em Chicago, Vivian Maier tirou mais de 100 mil fotografias, algumas na cidade e outras em países – Filipinas, Tailândia, Taiwan, Vietname, Egipto, China, França, Itália e Argentina - pelos quais viajou durante este período.

As suas fotografias permaneceram desconhecidas até que o historiador John Maloof, comprou num leilão, cerca de 30.000 negativos por 400 dólares, quando fazia uma pesquisa para um livro.

Em 2009, Maloof criou um blog publicando aí fotografias de Vivian e a 22 de Abril de 2011, disponibilizou um site sobre a fotógrafa desconhecida.

O historiador publicou também o livro “Vivian Maier – American Street Photographer” e montou a primeira exposição com os trabalhos da fotógrafa no Centro Cultural de Chicago, entre 8 de Janeiro e 3 de Abril deste ano.

A próxima exposição de trabalhos de Vivian Maier, pode ser vista na Photofusion Gallery (17a Electric Lane – Londres) de 29 de Julho a 16 de Setembro.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jean Dieuzaide e Portugal

Mulher a acartar. Vieira de Leiria / Portugal, 1950
© Jean Dieuzaide

O francês Jean Dieuzaide (Grenade, 1921 – Toulouse, 2003) foi iniciado na arte fotográfica pelo seu pai, pouco antes da II Guerra Mundial (1939-1945).
Ganhou notoriedade quando fotografou o general de Gaulle, durante a libertação de Toulouse.

Adopta então o pseudónimo de Yan e passou a trabalhar fundamentalmente no sudoeste de França, em Espanha e em Portugal.
Nessa época, faz uma série de retratos de Salvador Dali.

Sobre Portugal foram editadas duas obras suas. Em 1956, a Arthaud edita o seu álbum “Portugal”, com textos de Yves Bottineau e em 1999, a En Vues edita “Portugal dos anos 50”, com textos de Eduardo Lourenço.
Entre variadíssimos prémios venceu o Niepce (1955) e o Nadar (1966). Foi o responsável pela abertura da primeira galeria permanente de fotografia, em França.

Pode ver aqui outros trabalhos de Dieizaide.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

The Flying Lady


© Rankin

A Rolls Royce está a comemorar o seu 100º aniversário. Para produzir imagens alusivas ao emblema contratou o escocês John Rankin Waddell.

Este fotógrafo é conhecido pelos seus trabalhos com celebridades e foi o fundador da revista “Dazed & Confused

Pode ver aqui a galeria de Rankin.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Francesca Woodman

© Francesca Woodman

A fotógrafa americana Francesca Woodman (Denver, 1958-1981), deixou-nos um legado de cerca de 800 fotografias em que o objecto principal do seu trabalho era o próprio corpo, apresentado por vezes com uma visão tão comovente que parece impossível ter sido criada por alguém tão novo.

Começou a fotografar com apenas 13 anos, enquanto estudava na Abbot Academy, uma das poucas com cursos de arte. Uma das suas professoras, a fotógrafa Wendt Snyder McNeill incentiva-a a prosseguir os seus estudos na Rhode Island School of Design (RISD, Providence/EUA).
Entre 1977 e 197878 estuda em Roma (itália) na sede européia do RISD com a amiga Sloan Rankin, e realiza aí a sua primeira exposição individual. No outono de 1978 volta a Providence, onde conclui os estudos na RISD, obtendo o título de BFA em Fotografia e de seguida vai viver para Nova Iorque.

No início de Janeiro de 1981 publica um livro que era claramente um pedido de ajuda: "Some Disordered Interior Geometries". Uma semana depois, a 19 de Janeiro atira-se da janela do seu apartamento, mergulhando finalmente para a morte, pela qual sempre se sentira atraída. Tinha apenas 23 anos.

Escrevendo a um colega, dizia Woodman “A minha vida neste momento é muito antiga, como sedimento da chávena de café e prefiro morrer jovem deixando várias realizações…em vez de desordenadamente apagar todas essas coisas delicadas…

Miguel Cardoso dedicou-lhe um poema:

FRANCESCA WOODMAN
Uma rapariga
que roda
a cabeça
na sombra
e os pés
no bordo
tremendo
da madeira
desfoca
o centro do amor.

Uma rapariga
que enrola
as tripas
na luz
que afaga
as paredes
e roça
os vestidos
nas costuras
das casas
cristaliza
o poroso poder
do cimento

Uma rapariga
que ventoinha
nua
mostra
os dentes
e traça
quadrados
de arame
no ar
enrodilha
os corpos
no medo.
Ah como a carne
saltita
macilenta
nas fotografias
e como é bom saltar
à corda
sobre sombras.
O tempo sustém
roupas e cabelos
com pinças delicadas.
Não é fácil fingir que se paira,
que não se vai morrer.

Pode-se acreditar nos lugares
onde uma rapariga adia o corpo mortal,
nos lugares onde a pele chupa a luz
e se afunda no umbigo
dos lugares.

Pode-se acreditar no reverso
dos corpos, no negativo aguçado
do lugar que nos foi dado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Kubrick e a sua faceta de fotógrafo

Stanley Kubrick (Nova Iorque, 26 de Julho de 1928 — Hertfordshire, 7 de Março de 1999) é conhecido pela sua carreira como realizador de filmes como 2001: Odisseia no Espaço, Laranja Mecânica, Barry Lyndon ou Shining, mas poucos conhecem a sua faceta como fotógrafo profissional da extinta revista Look.

A revista foi fundada em 1937, Kubrick admitido em 1945, e o último número foi publicado a 19 de Outubro de 1971. Era conhecida por dar nas suas reportagens mais importância às fotos do que aos textos.
Kubrick foi o mais jovem fotógrafo a ser contratado pela Look, tinha 17 anos quando captou a expressão triste de um vendedor de jornais a ler anotícia da morte de Franklin D. Roosevelt. A foto, que foi publicada na edição de 26 de Junho de 1945, acabou por valer a Kubrick um emprego a tempo inteiro na revista como repórter fotográfico, até 1951.

Agora uma exposição, mostra fotografias obtidas por Kubrick entre 1945 e 1950. Até agora uma faceta quase desconhecida, descuidada pelos críticos. São cerca de 200 imagens que podem ser vistas até 4 de Julho no Palazzo della Ragione (Milão / Itália).

Rainer Crone, comissário da exposição disse: “Estas fotos são uma maravilha. Não me refiro só ao seu valor documental, mas também à sua madura inteligência figurativa. Do ponto de vista da qualidade artística e do estilo, Stanley não é menor que Walker Evans, Henri Cartier Bresson, Robert Frank, Diane Arbus, Louis Faurer ou William Eggleston. “

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O México de Leo Matiz

Don Quijote
© Leo Matiz
-
O México recebeu uma homenagem através do olhar do fotógrafo colombiano Leo Matiz (Arataca, 1917-Bogotá, 1998), cujo trabalho sobre aquele país foi recolhido no livro “El México de Leo Matiz” apresentado ontem e co-editado pela Secretaria da Cultura da Cidade do México e pelas Edições El Equilibrista.

No livro estão retratados os esquecidos, os indígenas, as crianças, os velhos e as paisagens, que a sua câmara captou durante os dez anos que permaneceu no país, após percorrer a pé toda a América Central, vivendo dos seus trabalhos de caricatura.

O trabalho fotográfico está acompanhado no livro, pelo texto do historiador mexicano Luis Martín Lozano, que realizou uma investigação sobre a presença do artista colombiano no México.

"O meu pai adorou o México não só pela sua luz, suas cores e seus aromas, mas também porque foi a pátria que lhe estendeu as mãos e o brindou com amigos incomparáveis", declarou Alejandra Matiz.
Os pintores José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros, Diego Rivera e Frida Kahlo, a actriz María Félix, o realizador espanhol Luis Buñuel, o compositor Agustín Lara, os actores Mario Moreno “Cantinflas” e Pedro Armendáriz, foram alguns dos que privaram com o fotógrafo.

A Fundação Leo Matiz doou recentemente ao Museu Arquivo da Fotografia da Cidade do México 15.000 positivos, 500.000 negativos e 300 câmaras fotográficas, além de cartas e recortes de imprensa que pertenceram ao fotógrafo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Miedos" de Rafael Navarro

© Rafael Navarro

Rafael Navarro (Saragoça, 1940), um dos mais conhecidos fotógrafos espanhóis, inicia a carreira nos anos 70 do século passado desenvolvendo desde então uma das trajectórias mais coerentes e sólidas da fotografia espanhola construindo uma obra que se reparte em volta de três temas básicos: o nu, o movimento e a abstracção

Fundou em 1977 juntamente com Manuel Esclusa, Joan Fontcuberta e Pere Formiguera o “Grupo Alabern”, em 1978 foi designado representante em Espanha do Conselho Latino-Americano de Fotografia e em 1985 membro do Conselho Assessor da Fundação Miró de Barcelona.
A sua obra tem sido exposta em galerias, instituições e museus de todo o mundo e faz parte de fundos relevantes.
Desde 1973, realizou cerca de 200 exposições individuais e cerca 350 exposições colectivas.

Dos livros publicados sobre a sua obra destacam-se: Dípticos (1986), Le forme del corpo (1997), Catalogue raisonné (2000), Don`t disturb (2001), Photobolsillo 44 (2002), En el taller de Miró (2005).

Nas suas imagens nota-se um fascínio pelo corpo humano, muitas vezes fotografado nú ou semi-nú”.

A exposição “Miedos” pode ser visitada na Galeria Serpente (Rua Miguel Bombarda, 558 - Porto), de terça-feira a sábado, até ao dia 27 de Fevereiro.

O prazer de fotografar

De regresso
© Eduardo Teixeira Pinto

Eduardo Teixeira Pinto (Amarante, 1933-2009), herdou do seu pai o prazer de fotografar.
As suas primeiras fotografias profissionais datam de 1950, tornando-se expositor desde 1953 em vários salões de fotografia nos cinco continentes.

Foi membro de diversas comunidades de fotógrafos, nomeadamente “A Fotografia do Porto”, “Grupo Câmara” (Coimbra) e “A Fotografia do Sul” (Évora).

O seu olhar poético sobre a realidade fizeram dele um dos melhores e mais galardoados fotógrafos portugueses do século XX. A sua obra aborda diversos temas, com destaque para a natureza e a figura humana.

Fotografias como “Rodopio”, “Igreja de S. Gonçalo”, “De Regresso”, “Tema de Pintores”, “Matinal” e “Quietude”, entre outras, obteve inúmeros prémios em Portugal e no estrangeiro, entre os quais o Grande Prémio Camões (1960).

A exposição “O prazer de fotografar”, uma mostra representativa da sua obra, pode ser vista na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Palácio de Cristal – Porto), até 27 de Fevereiro.