quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Márcia Monteiro vence Prémio Reflex CAIS/BES 2009

Liberdade©
Márcia Monteiro

O júri do Prémio de Fotografia Reflex CAIS/Banco Espírito Santo 2009 constituído por Ana Zanatti, António Homem Cardoso, Manuel Graça Dias, Maria Gambina e Nuno Luz atribuiu à imagem “Liberdade” captada em Barcelona, por Márcia Monteiro, o primeiro lugar.

O segundo lugar, foi atribuido a uma fotografia de Liliana Laranjo, intitulada "Yoff", o terceiro lugar foi para J. Pedro Martins, com a fotografia intitulada "Será que posso mesmo olhar?", e Pedro Moreira foi distinguido com a Menção Honrosa pela obra "Gerações".

As quatro melhores fotos recebem prémios monetários, no valor de 1.000, 600, 400 e 300 euros respectivamente, bem como equipamento da Epson e uma assinatura da Revista "Mundo da Fotografia Digital".
Estes trabalhos foram escolhidos entre os mais de 540 concorrentes e 730 fotografias que este ano se inscreveram na terceira edição do prémio REFLEX.

As 30 obras finalistas, que incluem os três primeiros prémios e a menção honrosa, poderão ser visitados no Espaço Arte Tranquilidade (Lisboa), até 17 de Outubro, de quarta-feira a sábado, entre as 13h00 e as 19h00.

As 30 obras finalistas integraram também a edição nº 144/Setembro da Revista CAIS.

Contraste

Contraste, 2009
© Pereira Lopes

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A foto de Aramburo e o cartaz de Isabel Coixet

A fotografia e o cartaz

Segundo o fotógrafo Javier Aramburu, o cartaz da última película de Isabel Coixet, Mapa de los sonidos de Tokio, é uma fotografia sua publicada em 2008 na revista de moda Avenue.

Depois de uma tentativa de negociação, o fotógrafo apresentou uma queixa contra a produtora do filme, Mediapro, em que reclama o reconhecimento da autoria da imagem e dos danos morais causados pelo plágio. O juiz pode decidir, como medida cautelar, que todos os cartazes do filme sejam retirados das ruas. A película foi estreada no passado dia 28 de Agosto, com Sergi López e Rinko Kikuchi encabeçando o elenco.

Aramburu, de 34 anos, está demasiado afectado pelo ocorrido e o seu agente Óscar Olmo diz que "É muito duro para ele. Isabel Coixet reconheceu que recortou a fotografia de uma revista e que a usou como capa do guião, gostava muito da imagem e fez uma colagem com ela. Até aí perfeito. Mas se usam a imagem com fins comerciais, em cartazes por todo o mundo e até na capa do disco da banda sonora, surpreende que não se preocupem em comprovar se por trás dessa imagem havia um autor ou não".

O Alto Douro Vinhateiro


Com o intuito de “sensibilizar a população para as riquezas paisagísticas, culturais e arquitectónicas”, é organizado pela empresa Douro Azul, e incentivado pela Fundação Museu do Douro, estão abertas as inscrições para o concurso fotográfico intitulado “O Alto Douro Vinhateiro”, a todos os fotógrafos amadores ou profissionais, de qualquer nacionalidade.

Os trabalhos deverão ser enviados até dia 31 de Outubro de 2009, num máximo de três (3) trabalhos fotográficos digitais.

As fotografias, a preto e branco ou a cores, “terão como tema aspectos relacionados com o Alto Douro Vinhateiro desde Mesão Frio até Barca D’Alva”. Deverão ter uma boa resolução, com formato mínimo digital de 300dpi, e tamanho mínimo por foto de 2 MB e máximo de 5 MB.

Um Júri de 6 pessoas atribuirá os seguintes prémios aos três primeiros vencedores:
- 1º prémio: Voucher de 10.000€ em equipamento fotográfico.- 2º prémio: Voucher de 3.000€ em equipamento fotográfico.- 3º prémio: Cruzeiro de 7 dias no Douro em Navio-Hotel para 2 pessoas em pensão completa.

Regulamento completo pode ser visto aqui.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Robert Mapplethorpe

Lydia Cheng, 1985
© Robert Mapplethorpe

O fotógrafo americano Robert Mapplethorpe (4.Nov.1946-9.Mar.1989) foi o terceiro filho de uma família pobre de Queens, subúrbios de Nova Iorque. Estudou arte no Pratt Institute de Brooklyn e as suas primeiras fotografias foram feitas na primeira metade dos anos 70 com uma Polaroid.

Na segunda metade da década de 70 produziu fotografias com uma câmara de médio formato Hasselblad. A partir dos anos 80 o fotógrafo melhorou imenso o seu trabalho a nível técnico e estético, produzindo imagens de nu artístico numa prespectiva clássica e purista, de flores e retratos de personalidades do meio artístico e cultural.

Sendo bissexual e sadomasoquista assumido, a obra de Mapplethorpe ficou claramente marcada pela sua orientação sexual. O seu maior caso de amor foi com Sam Wagstaff, que apoiou finaceiramente a sua carreira.

Desde a sua morte causada por infecção por SIDA, as suas fotografias foram várias vezes objecto de denúncia no Senado norte-americano, provocando processos e julgamentos em torno da obcenidade e pornografia presente na sua obra, pelo que muitos dos seus trabalhos estão impedidos de exibição.

Em Abril de 1997 alguns dos seus trabalhos estiveram expostos no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Foi até à época a terceira exposição mais visitada do museu, com cerca 25 mil pessoas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Auto-retrato sem retoques

Untitled, Roma 1977-1978
© Francesca Woodman

Francesca Woodman (Denver, 3 de Abril de 1958 – 19 de Janeiro de1981), suicidou-se aos 22 anos.

Ficou famosa pelos seus trabalhos a preto e branco, onde utilizando a própria imagem ou modelos femininos, produziu fotografias que nos mostram jovens mulheres nuas, desfocadas (devido ao movimento e a longos tempos de exposição).
Desde os 13 anos, em 1972, quando fez a sua primeira fotografia “ Auto-retrato aos 13 anos” desnudou as suas inquietudes perante a câmara.
Só foram publicadas cerca de 120 imagens de um arquivo, zelosamente guardado pelos seus pais, que terá umas 800.

Escreveu Cláudia Nóvoa, em Setembro de 2007 na apresentação do seu espectáculo de bailado “Olhos de Areia” baseado nas imagens de Francesca: “Olho as imagens criadas por Francesca Woodman, imagens que ela habita com uma presença inquietante. Fragmentos surreais. Imprimem-se em mim.Na minha cabeça um tornado de imagens, o meu corpo cheio de movimentos perdidos.Pensamentos livres.Palavras a serpentearem no ar. Palavras que se projectam no papel em voo planado.De quantas maneiras podemos descascar uma laranja? Quantos grãos de areia tem o nosso planeta? Os meus olhos sentem-se de areia. São de areia. Desfazem-se com o vento. Dissolvem-se, transformam-se, transformam-me, modificam o que vejo e o que não vejo torna-se visível. Sinto-me cansada ultimamente… de areia, sem ossos.”

A exposição de Francesca Woodman , “Auto-retrato sem retoques” , composta por 15 imagens a preto e branco poderá ser vista de 9 de Setembro a 24 de Outubro na galeria La Fábrica (Madrid).

"Nova Iorque", de Zubiaga

Central Parque,série Nova Iorque
© Alfonso Zubiaga

Alfonso Zubiaga é um fotógrafo espanhol, nascido em 1958, em Bilbau.

Licenciado em Ciências Económicas, cedo descobriu que a sua paixão era a fotografia. Já em Londres, para onde foi trabalhar como jardineiro, participou durante 8 meses na ambientação da película “Greystoke”, dirigida por Hugh Huston, o mesmo de “Carros de fogo”. Posteriormente participou no filme “Em busca da arca perdida” o que lhe permitiu conhecer de perto a forma de trabalhar de Spielberbg.

Em 1984, fixou o seu estúdio em Madrid e começou a realizar trabalhos para algumas das agências de publicidade, revistas e editoriais mais importantes de Espanha. Da sua outra grande paixão, as viagens, Zubiaga comenta que "com elas aprendi a observar e captar a beleza das coisas no seu espaço natural, realizando numerosas reportagens. A minha escola foi a experiência, assim como muitas horas de investigação", assegura o fotógrafo.

Integrada na Semana de Arquitectura organizada anualmente pela Fundação Arquitectura do Colégio Oficial de Arquitectos de Madrid (COAM, este fotógrafo apresenta a exposição “Nova Iorque”. São 14 imagens de grande formato, das 24 que formam a série.
Estas imagens, manipuladas digitalmente, tentam “transmitir a sensação de vertigem, o movimento e o prazer que senti faz já muitos anos. A fotografia não é só uma imagem, mas também um autêntico estímulo capaz de transmitir sensações. Continuo na actualidade com este projecto, com séries realizadas na Gronelândia, Namibia e próximamente na Amazónia peruana”.

No Centro de Imagem EFTI de Madrid, até 11 de Outubro de 2009.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A cor de uma vida

© Gonzalo Juanes

Gonzalo Juanes ( Gijón, 1923 ) engenheiro de profissão e fotógrafo por vocação foi um dos primeiros em Espanha a utilizar a cor, nos anos 60. De um golpe desfez-se do seu laboratório e do móvel onde guardava todos os seus negativos de preto e branco. Desde esse dia, e com excepção de um pequeno retorno nos anos 90, não mais fotografou a preto e branco.

Foi membro da AFAL ( Associação Fotográfica de Almeria ) juntamente com outras reconhecidas personalidades como Oriol Maspons, Gabriel Cualladó, Ramón Masats, Pérez Siquier e Paco Gómez, e a temática da sua obra foi variada: paisagens mineiras e seus habitantes asturianos, recantos de Gijón ou as ruas de Madrid, juntamente com imagens da sua vida pessoal, dos seus pais, da sua casa e da sua estada no hospital.

"O mais interessante da sua visão, e nesse sentido é verdadeiramente pioneiro em Espanha - na linha do que se fazia noutros países, mas do qual não se tinha notícias - é que Gonzalo, quando adopta a cor, segue actuando como um repórter, um documentalista, na tradição sobretudo americana", diz o fotógrafo José Manuel Navia.

Apesar da sua importância, tardou alguns anos a ser reconhecido. Era um fotógrafo “amador”, residia numa cidade pequena, e atreveu-se a cortar com o preto e branco numa época em que este tipo de fotografia era dominante. Contudo, em 2008, a editorial La Fábrica reconheceu o seu talento e publicou-o na sua colecção 'Photobolsillo', que destaca os 70 melhores fotógrafos espanhóis.
Das 74 imagens do livro, 30 estão agora na exposição “A cor de uma vida".

Até Junho de 2010 a exposição, que começou em Gijón em Maio, e está até 14 de Setembro em Madrid (Fnac Plaza Norte), passará por Saragoça, Múrcia, Corunha e Málaga.

Pode ler aqui uma entrevista com o fotógrafo.